Brasil avalia aeronave M-346 da Leonardo como opção para complementar a frota Gripen
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Brasil avalia aeronave M-346 da Leonardo como opção para complementar a frota Gripen

O chefe da Força Aérea aproveitou sua visita à Itália para conhecer em primeira mão as capacidades do LIFT da empresa italiana.
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M-346. Foto: Leonardo
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O comandante da Força Aérea Brasileira, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, atendendo a convite da empresa italiana Leonardo, realizou um voo na aeronave M-346 Master do 61º Stormo, na Base Aérea de Lecce, ocasião em que assumiu os controle de uma máquina considerada o mais moderno Lead In Flight Trainning (LIFT) do mercado e um potencial candidato a suprir essa lacuna na Força Aérea Brasileira substituindo os antigos F-5 e AMX restantes e complementando a futura frota de caças SAAB F.39E/F Gripen.

Esse voo do M-346 Master na Escola de Caça da Força Aérea Italiana com o comandante da Força Aérea Brasileira acontece dias depois do anúncio, por parte dos colombianos, da escolha do jato KAI FA-50 Golden Eagle como nova aeronave LIFT da Fuerza Aerea Colombiana (FAC).

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(imagem: Leonardo)

Segundo o que apurou a reportagem de Infodefensa, a oferta italiana do M-346 para o Brasil compreende, dentro do acordo de cooperação militar renovado recentemente entre os dois países, a possíbilidade da Base Industrial de Defesa e Segurança brasileira fornecer importantes ítens tecnológicos para as aeronaves que viriam a ser encomendadas, como por exemplo, o Wide Area Display, desenvolvido no País pela AEL Sistemas (Elbit Systems) e adotado para os Gripen Echo do Brasil e da Suécia.

De fato, o M-346 Master apresenta grande comunalidade com o Gripen nos sistemas Head-Up Display (HUD) e nos rádios fornecidos pela israelense Elbit Systems, podendo ser facilmente integrado ao LinkBr2 da AEL Sistemas. Os capacetes com mira integrada também são versões do israelense Targo II, da mesma empresa.

AEL e Embraer seriam os parceiros estratégicos da Leonardo no Brasil para o que se denomina nos bastidores como Programa FA-346. 

Na configuração FA, mais sofisticada, o FA-346 cumprirá todas as missões de treinamento avançado, incluindo combate além do alcance visual (BVR) e demais táticas de combate aéreo, interceptação e ataque ao solo, o avião sendo entregue pronto para lançar mísseis Iris-T, adotados pela FAB, e bombas guiadas a laser Lizard, já empregadas pelos F-5EM/FM e A-1M AMX.

Essa variante Multirole é capaz de combate ar-ar e ar-superfície com uma carga útil de duas toneladas instaladas em sete hardpoints, utiliza o radar Grifo-346 avançado, possui contramedidas e revestimentos de absorção de cobertura radar e utiliza uma nova asa ampliada. 

O diferencial do modelo FA-346 está na capacidade de realizar missões operacionais a custos inferiores aos verificados nos caças de primeira linha, e treinar pilotos em todas as missões possíveis aos caças de linha de frente sem a necessidade de conversão operacional em aeronaves biplaces exclusivas para treinamento, liberando essa importante frota para atuar em outras atividades.

O FUTURO JÁ É REALIDADE

As aeronaves de 4º e 5ª gerações são plataformas de sistemas altamente complexas e de aquisição e operação onerosas. Elas devem estar disponíveis na linha de voo prontas para serem empregadas na sua atividade fim, que é o combate. 

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(imagem: Leonardo)

Na guerra moderna nem sempre uma Força Aérea vai ter uma segunda chance para cumprir sua missão. Seus meios de combate devem estar disponíveis na linha de voo e os pilotos precisarão estar preparados para operar e gerenciar os sistemas na sua plenitude e na forma como vão ser empregados no teatro de operações. 

E isso tem se tornado um desafio. 

O projeto M-346 Master nasceu para espelhar o requisitos das aeronaves de 5º geração no que se refere às características de alta performance, qualidade de voo, sensores, aviônicos e capacidade de simulação integrada, tudo isso a uma fração do custo de aquisição, operação e ciclo de vida das atuais e modernas aeronaves de combate. 

Adquirido pelas Forças Aéreas da Itália, Israel, Polônia e Cingapura e Emirados Árabes Unidos, o M-346 carrega no DNA a tradição e a experiência da indústria aeronáutica italiana, que desenvolveu e produziu mais de sete mil aeronaves militares, entre elas dois mil treinadores que foram exportados para mais de 40 países. 

O Brasil na Itália

Cumprindo uma agenda que homenageia os militares brasileiros que lutaram em solo italiano durante a 2ª Guerra Mundial, os comandantes das três forças de mar, terra e ar visitaram cidades e localidades onde os "Pracinhas" da Brazilian Expeditionary Force (BEF) combateram, muitos encontrando a morte durante os combates.

A principal solenidade, realizada no Monumento Votivo Militar, antigo Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia, na Itália, relembrou os 77 anos da Campanha da Força Expedicionária Brasileira ou FEB e contou com a presença do Embaixador Brasileiro na Itália, Hélio Ramos Júnior, dos Comandantes da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos; do Exército Brasileiro, General de Exército Marco Antônio Freire Gomes, e da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior, além de autoridades militares e civis brasileiras e italianas.

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Durante a cerimônia, foram depositadas coroas de flores no túmulo do Soldado Desconhecido, combatente brasileiro encontrado morto na região de Montese e que não foi identificado. (Imagem: Exército Brasileiro)



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