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Entrevista Infodefensa.com

L. Macaferri (Thales Brasil): "Nossos radares permitem que o governo saiba exatamente quem está no ar na fronteira"

Os radares da Omnisys segundo Luciano Macaferri, diretor-geral da Thales Brasil. Imagens: Omnisys/Thales

Os radares da Omnisys segundo Luciano Macaferri, diretor-geral da Thales Brasil. Imagens: Omnisys/Thales

08/09/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Líder no Brasil em radares de Vigilância e Controle do Espaço Aéreo, a Omnisys é a fornecedora mundial do Grupo Thales dos radares primários de rota LP23SST, empregado na vigilância e controle do espaço aéreo para aplicações civis e militares.

A empresa brasileira, adquirida pelo Grupo Thales em 2011, também produz o RSM970S, radar secundário monopulso que fornece suporte total ao controlador mesmo em condições severas de tráfego aéreo.

Foi essa tecnologia, colocada em operação recentemente no sítio radar de Corumbá (Mato Grosso do Sul), que garante o “fechamento” do espaço aéreo na região fronteiriça do centro-oeste brasileiro.

Para falar sobre o desenvolvimento do contrato com a Força Aérea Brasileira, a tecnologia dos radares e como eles funcionam, Infodefensa Brasil entrevisto Luciano Macaferri Rodrigues, diretor geral da Thales para o Brasil.

Quais são os maiores destaques do trabalho realizado pela Omnisys ao longo desses anos de desenvolvimento, produção e entregas para a Força Aérea?

Assinado em dezembro de 2018, o contrato entre a Omnisys e o Ciscea (Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo) tem como objetivo ampliar a segurança aérea e as capacidades de defesa aérea, especialmente a baixa altura, na fronteira do centro oeste brasileiro (fronteiras com Bolívia e Paraguai) com a instalação de três sítios radares modernos, equipados com um radar primário LP23SST e um radar secundário RSM970S mais um moderno sistema altimétrico indicador de altitude e capacidade de resistir a contra-medidas eletrônicas (jamming). O sistema está preparado para operar em modo “S” validado pela Eurocontrol, o que garante compatibilidade dos radares com o restante da rede de sensores da Força Aérea. Além do primeiro sítio, na cidade de Corumbá, serão entregues mais dois, um em Porto Murtinho e outro em Ponta Porã. A saturação radar resultante torna possível ao Governo brasileiro e sua Força Aérea saberem exatamente quem está no ar na região de fronteira, seja um alvo colaborativo (equipado com transponder) ou não colaborativo (não previsto-transponder desligado), o que significa um duro golpe nos voos ilegais transportando drogas, contrabando e outros tipos de ilícitos transnacionais fronteiriços.

O que cada tipo de radar faz? 

O LP23SST NG é um radar primário Banda L de vigilância do espaço aéreo em rota, concebido para aplicações duais oferecendo altimetria, detecção de alvos lentos/rápidos, sistemas de segurança da informação (criptografia) e medidas de guerra eletrônica. Em Corumbá, ele trabalha integrado no mesmo suporte de antena com um radar secundário monopulso de vigilância do espaço aéreo/modo S do tipo RSM970S, um genuíno produto Omnisys com alcance de 256 milhas náuticas até um máximo de 30.000 pés de altitude operando nos modos 1, 2, 3/A, C, S.

Como funciona o suporte de manutenção desses equipamentos estratégicos para a segurança de voo e a defesa aérea?

Esses dois radares recebem um suporte de manutenção da Omnisys que inclui uma sofisticada ferramenta de monitoramento remota incorporada, ampla capacidade BITE e unidades de reposição em linha simplificadas, diminuindo o custo da manutenção. Esses radares possuem enorme redundância de segurança, facilitando trocas de componentes “hot mode”, ou seja, com o sensor funcionando e sem que seja necessário sua parada para efetuar o reparo. 129 desses radares são suportados pelas equipes de manutenção da Omnisys diretamente a partir de São Bernardo do Campo, atualmente, em todo o Brasil.

Qual o status atual do Strev, encomendado pelo Exército? 

A Omnisys realizou a entrega recentemente desse importante equipamento, o Sistema Transportável de Rastreio de Engenhos em Voo. Especificado para ser empregado no desenvolvimento dos mísseis e foguetes do Programa Astros 2020, o Strev concluiu a fase de integração dos sistemas aos shelters/containers dos caminhões, e aí está sua maior vantagem, a portabilidade e mobilidade. Assim, ao invés de o Exército adquirir três sistemas fixos, limitados ao seu local de instalação, partiu-se para a criação de uma solução única que pode inclusive ser aerotransportada, permitindo seu emprego em qualquer ponto do território nacional onde seja possível disparar armamentos no máximo alcance.

 

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