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Nuevo misil brasileño

Avibras revela a versão ar-terra do AV-MTC

O mock-up do AV-MTC sendo instalado no F-5EM da FAB.

O mock-up do AV-MTC sendo instalado no F-5EM da FAB.

10/06/2019 | Belo Horizonte, MG

Roberto Caiafa

Ministério da Defesa do Brasil publicou em seu canal do Youtube um vídeo onde aparece a imagem do míssil de cruzeiro AV-MTC, em desenvolvimento pela Avibras Aeroespacial, sendo testado em um caça F-5EM Tiger II da Força Aérea Brasileira, na Base Aérea de Canoas, em março último.

Entendido como a versão ar-solo do AV-MTC, a divulgação da imagem gerou grande controvérsia entre analistas e observadores militares.

Uma fonte não-oficial ligada a Força Aérea, ouvida por Infodefensa deu a seguinte declaração “Este míssil utilizou o F-5EM apenas para a abertura do envelope para o voo supersônico, nada mais além disto… O míssil está previsto ser lançado de terra, embarcado ou de helicópteros. O resto é especulação”.

Deixando de lado a parte onde o Ministério da Defesa posta nas redes sociais a imagem de uma arma em testes que a Força Aérea considera "sensível" a sua divulgação, o fato é que declaração da fonte confirma o que a foto mostra, o AV-MTC foi sim testado na Base Aérea de Canoas, no mês de março último, e além da sua versão solo-solo Astros 2020, essa arma também terá uma versão embarcada (navalizada) e outra configurada para ser disparada de helicópteros de médio/grande porte.

Análise da foto

Comparando o "dummie" de manejo em laranja-brilhante CAES 06 revelado pelo Ministério da Defesa, com o as fotos do mock-up da versão solo-solo exibida na LAAD 2019, em abril último, fica claro que o míssil instalado no F-5EM não possui o booster da versão solo-solo, e o desenho do seu radome (cone de nariz) é mais afuselado, diferente da versão solo-solo, que é pontudo.

As dimensões gerais e seção transversal parecem as mesmas da versão solo-solo.

O acondicionamento das aletas e das asas estabilizadoras, que se abrem após o lançamento, possuem um arranjo diferente na versão testada no F-5EM, e estão recolhidas.

Segundo os folhetos do fabricante, o AV-MTC solo-solo tem desempenho em voo subsônico, sendo seu momento de maior aceleração a fase de lançamento, quando faz uso do booster, descartado após a queima do propelente.

O motor micro-turbo mantém a velocidade de cruzeiro e garante o longo alcance de missão, mais uma vez segundo dados da própria Avibras.

Ora, se os testes do "dummie" no F-5EM do Esquadrão Pampa (1º/14º GAV) se restringiram a necessidade de "abrir o envelope de voo supersônico" do míssil, e a versão solo-solo não alcança esse regime, segundo dados divulgados pela própria Avibras, tem-se um impasse.

O AV-MTC transformou-se, indiscutivelmente, na mais sofisticada plataforma míssil da América Latina, e sua tecnologia é dominada por empresa estratégica de defesa brasileira, de uma ponta a outra.

Imagens: Ministério da Defesa / Avibras Aeroespacial

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