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Brasil poderá ser a plataforma industrial do programa.

Empresa sueca SAAB poderia fornecer seu caça Gripen E/F para a Colômbia

Brasil apoiará industrialmente os Gripen destinados a Colômbia.

Brasil apoiará industrialmente os Gripen destinados a Colômbia.

17/03/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Segundo declarou o CEO global da companhia sueca SAAB, Micael Johansson, o Brasil poderá servir como plataforma para montagem final e testes de caças Gripen E/F que eventualmente venham a ser fornecidos à Colômbia, em caso de vitória da empresa nórdica na concorrência aberta pelo vizinho sul-americano.

 “A relação Brasil-Colômbia é muito boa e existe grande interação entre as forças aéreas dos dois países. Ainda temos que definir como se processaria esse fornecimento, mas já é perfeitamente possível fazer a montagem final e os testes de integração no Brasil, antes da entrega a Colômbia”, acrescentou Johansson.

Na atualidade, a demanda global por um novo caça (zero de fábrica) varia entre 250 a 300 exemplares, segundo estimativas fornecidas pelo próprio Johansson, especialmente no caso das concorrências abertas na Finlândia e Canadá.

No caso da Índia, cuja intenção declarada oficialmente é de adquirir até 126 jatos, a disputa tem menos clareza. A expectativa é que os indianos enviem a potenciais fornecedores uma “requisição de informações ou RFI – request for information” no segundo trimestre deste ano, mas, segundo Johansson, “é difícil entender exatamente em que fase os indianos estão”.

Em todos esses processos, incluindo aí a Colômbia, e segundo o presidente da SAAB, a indústria brasileira já tem participação garantida.

A empresa AEL Sistemas (subsidiária local da Elbit Systems) tornou-se integrante da cadeia global de fornecedores do caça Gripen após desenvolver, com mão de obra brasileira, uma tela de grande área, espécie de painel de última geração, denominado Wide Area Display (WAD).

Sensível ao toque, esse novo painel de 5ª geração é muito mais capaz que o arranjo original de três telas LCD.

O produto se mostrou tão superior que foi incorporado aos caças Gripen E encomendados pelos suecos (60 aviões), além dos 36 aviões do 1º lote destinados ao Brasil.

O “chão de fábrica” brasileiro para o Gripen E/F

 

A SAAB, em parceria com a Embraer Defesa e Segurança, main contractor do Programa Gripen E/F para Força Aérea Brasileira, construiu uma sólida plataforma industrial no Brasil para atender a encomenda de 36 exemplares do 1º lote de produção, correspondendo as demandas de transferência tecnológica (ToT) especificadas em contrato.

Habilidades e conhecimentos serão adquiridos pela indústria brasileira, possibilitando um extenso trabalho de desenvolvimento e produção do Gripen, incluindo a montagem final de aeronaves no Brasil. O programa de transferência de tecnologia é composto por mais de 50 projetos-chave.

O esforço industrial envolve a unidade fabril da Embraer Defesa e Segurança em Gavião Peixoto (que possui a maior pista de pousos e decolagens do hemisfério sul), local onde também está o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN), inaugurado em novembro de 2016.

O GDDN é o hub de desenvolvimento tecnológico do Gripen no Brasil para a Saab e a Embraer, junto às empresas e instituições parceiras.

O programa de transferência de tecnologia para o Brasil inclui quatro áreas que vão fornecer à indústria aeroespacial brasileira a tecnologia e o conhecimento necessários para manter e desenvolver o Gripen no Brasil: Treinamento teórico; Programas de Pesquisa e Tecnologia; Treinamento on-the-job na Suécia; Desenvolvimento e produção.

A fábrica SAM, em São Bernardo do Campo, é a indústria responsável por produzir aeroestruturas, como cone de cauda, freios aerodinâmicos, asas, fuselagem dianteira (tanto da versão monoposto quando da biposto) e fuselagem traseira para os caças Gripen da Força Aérea Brasileira.

A brasileira Akaer, especializada no projeto e fabrico de peças em fibra de carbono/kevlar, é responsável pelo projeto de componentes da versão de um e dois lugares, essa de uso exclusivo brasileiro até o momento, mas com grande potencial para vir a ser adotada por canadenses e finlandeses, e talvez pela própria Suécia.

A importância do S-RIG

 

O Systems-Rig, primeiro simulador de desenvolvimento do Gripen fora da Suécia, está instalado e funcionando no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN, do inglês Gripen Design and Development Network), na planta da Embraer em Gavião Peixoto.

A implantação faz parte do programa de transferência de tecnologia do novo caça brasileiro, em uma parceria entre as empresas SAAB, Embraer, Atech, AEL Sistemas e Força Aérea Brasileira (FAB).

O S-Rig é um marco importante no Programa Gripen, pois proporciona ao GDDN maior autonomia para conduzir mais projetos de desenvolvimento no Brasil.

O simulador será usado para testes de desenvolvimento e verificação dos sistemas, subsistemas e funcionalidades do Gripen no Brasil, especialmente de sistemas desenvolvidos pela SAAB, EMBRAER, ATECH e parceiros no GDDN.

O S-Rigb também irá testar funcionalidades produzidas em outros locais, pelas demais empresas brasileiras parceiras do programa, ou atendendo a programas de aquisições de outras nações amigas do Brasil que venham a adquirir o caça sueco.

O S-Rig também dará suporte as atividades do Centro de Ensaios em Voo do Gripen (GFTC, do inglês Gripen Flight Test Center) que será instalado no GDDN no ano de 2020.

Imagens: SAAB, Embraer Defesa e Segurança, Força Aérea Brasileira, Roberto Caiafa, AeroColômbia

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