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Aquisição via contrato de leasing com a BAE Systems

Marinha do Brasil deverá receber o HMS Clyde ao final de 2019

O HMS Clyde deverá patrulhar as águas no entorno das Ilhas Falklands até o final de 2019.

O HMS Clyde deverá patrulhar as águas no entorno das Ilhas Falklands até o final de 2019.

06/12/2018 | São Paulo

Roberto Caiafa

Durante o evento Diálogo da Indústria de Defesa Brasil-Reino Unido, realizado no 8º Distrito Naval (Centro Cultural da Marinha em São Paulo), o contra-almirante Amaury Calheiros Boite Junior, Superintendente de Manutenção da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DgePM), confirmou que a Marinha do Brasil vem mantendo tratativas com a Royal Navy e a BAE Systems visando o recebimento por leasing do OPV Classe River “HMS Clyde“, o que deverá ocorrer ao final de 2019.

Esse OPV Classe River Batch One é anterior aos Classe Amazonas adquiridos pela Marinha do Brasil.

HMS Clyde foi lançado ao mar em 2006, portanto, é um meio relativamente novo, anotando 12 anos de serviço ativo patrulhando os mares do Atlântico Sul, especialmente as águas das Ilhas Falklands.

Segundo o contra-almirante Calheiros, a Marinha do Brasil já havia avaliado anteriormente a aquisição desse meio, e agora retorna as negociações, já que o HMS Clyde deverá dar baixa do serviço ativo na Royal Navy ao final de 2019 (veja nesse artigo).

O modelo de negócio para a posse do OPV devera ser o de “Leasing” da embarcação junto a BAE Systems, segundo o contra-almirante.

Entre os debatedores do Painel “Parcerias Estratégicas” estavam o Sr. Marco Antonio Caffe, gerente geral da BAE Systems no Brasil, o vice-almirante Marcelo Francisco Campos, do Ministério da Defesa, e o vice-presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), José Cláudio Manesco.

Novos e Velhos OPV para a Royal Navy

 

HMS Clyde deveria ser substituído pelo HMS Forth; o primeiro dos novos navios de patrulha offshore classe River Batch 2 da Royal Navy (terceira geração do desenho).

Acontece que a Royal Navy devolveu o HMS Forth a BAE Systems antes do final do primeiro semestre para efetuar consertos em defeitos detectados no OPV.

O prazo divulgado inicialmente para a realização desses trabalhos seria de 90 dias, mas o final de 2018 se aproxima e o HMS Forth ainda não foi devolvido a Esquadra Britânica.

Entenda a situação

 

A construção do HMS Forth começou em outubro de 2014 e o navio foi comissionado em fevereiro de 2018.

Em abril, foram descobertas sérias falhas com o sistema elétrico, e parafusos cortados foram descobertos com cabeças que haviam sido coladas de volta.

O navio foi devolvido aos cuidados e manutenção da BAE Systems e permaneceu em Portsmouth desde então, em reparos.

Uma avaliação completa de seu estado material e um plano corretivo envolvendo 12.000 verificações separadas dos sistemas demandaram tempo maior que o inicialmente divulgado, extendendo seu prazo de devolução ao serviço na Royal Navy para o mês de novembro corrente.

Os testes de mar e o rigoro treinamento FOST da tripulação deverão consumir pelo menos outros quatro a seis meses. Traduzindo, até que o HMS Forth possa assumir suas responsabilidades junto a comunidade kelper nas ilhas Falklands, o HMS Clyde deverá ter seu tempo de serviço extendido em mais alguns meses. Isso “bate” com a fala do vice-almirante Calheiros quanto ao recebimento desse meio “Esperamos recebê-lo ao final de 2019”.

O contra-almirante também anunciou que a Marinha trabalha para substituir o NSS Felinto Perry (K-11), navio de socorro submarino equipado para apoio ao mergulho, combate a incêndio e resgate de submarinos.

Mais dois navios hidroceanográficos deverão ser obtidos com recursos oriundos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), segundo o contra-almirante.

Imagens: Roberto Caiafa / UK MoD / Marinha do Brasil

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