menú responsive
AMÉRICA | Aire
-/5 | 0 votos

Força Aérea e Omnisys inauguram estação radar em Corumbá

Brasil fecha sua fronteira centro-oeste pelo ar


Brasil cierra su frontera centro-oeste por vía aérea


21/08/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Na última terça-feira (18), a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil, inauguraram moderna estação de radares em Corumbá para controle do espaço aéreo nacional, com a presença do presidente da República Jair Messias Bolsonaro.

A FAB assinou (em 2018), através da Ciscea (Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo), contrato com a Omnisys para o fornecimento e instalação de três estações no Centro-Oeste, todas localizadas em Mato Grosso do Sul, nas cidades de Porto Murtinho, Ponta Porã e Corumbá.

Essas três instalações serão utilizadas no combate a voos ilegais do narcotráfico e todo tipo de ilícito ou crime transnacional cometido em região de fronteira, além de reforçarem a capacidade de controle de tráfego aéreo civil, “fechando” as fronteiras do centro-oeste brasileiro eletronicamente pelo ar.

As estações utilizam radares primários e secundários produzidos no Brasil pela Omnisys.

Juntos, esses sensores terão capacidade de identificar aeronaves voando em baixas altitudes, muito comum no narcotráfico aéreo.

Os equipamentos podem alcançar entre 200 a 250 milhas, aproximadamente 450 km, permitindo uma vigilância maior, incluindo aeronaves de pequeno porte e em velocidades baixas, como helicópteros, ou aparelhos a velocidades mais altas e manobras elevadas, como aviões de caça.

O acordo de cooperação entre o Governo Federal e os militares, que viabilizou todo o programa, contou com repasse de R$ 140 milhões do Ministério da Justiça e Segurança Pública para a FAB.

O diretor geral da Thales no Brasil, Luciano Macaferri Rodrigues, falou sobre a tecnologia utilizada no projeto “Cada sistema é composto um radar primário LP23SST-NG e um radar secundário RSM970S. O primeiro tem a função inicial de detecção de alvos aéreos e apresenta grande área de cobertura, já o segundo funciona realizando a “interrogação” do transponder instalado na aeronave alvo para a recepção de dados criptografados com informações sobre altitude, proa, velocidade e outros itens. Se a aeronave detectada não responder a essa interrogação (IFF), ela automaticamente é dada como não colaborativa e pode ser alçada a condição de hostil, sendo passível de interceptação” explica o executivo.

Falando de uma forma mais técnica, Macaferri continua “o radar primário LP23SST-NG, associado a um radar secundário RSM970S, permite a detecção de alvos não colaborativos e colaborativos. Além disso, o radar LP23SST-NG produz informações de distância, azimute e de altitude dos alvos aéreos, trazendo benefícios operacionais tanto para o controle civil das aeronaves, quanto para a defesa aérea e, consequentemente, contribuindo para segurança pública na detecção de aeronaves não autorizadas, aumentando a capacidade de vigilância do espaço aéreo no território nacional e permitindo a constante garantia da segurança em voo. A mais, como capacidades militares, o radar LP23SST-NG pode emitir sinais em múltiplas frequências, monitora interferências, criando os chamados strobes, além de disponibilizar um extenso mapa com as frequências interferidas. O radar ainda detecta alvos rápidos e alvos lentos, no caso, também em baixa altitude, inclusive pairado” finaliza.

INTERCEPTAÇÕES

 

As interceptações de voos clandestinos, muitos deles a serviço do narcotráfico, geralmente são feitas por caças A-29 Super Tucano baseados em Campo Grande, com o apoio de um E-99 Guardião, aeronave radar que participa das atividades de controle do espaço aéreo brasileiro e está baseada na Ala 2 em Anápolis.

Quando classificadas como hostis, os invasores recebem ordens de pouso dos caças ou então assumem o risco de serem abatidos no chamado “tiro de destruição”, sendo metralhados em suas partes críticas como motores e superfícies de controle, causando a queda e/ou pouso emergencial.

O efeito da instalação dos radares na fronteira no combate ao tráfico de drogas pode representar um aumento no número de apreensões das Forças de Segurança.

A existência destes radares vai diminuir a frequência de voos transportando drogas no País. 

Imagens: Omnisys/Roberto Caiafa

 © Information & Design Solutions, S.L. Todos los derechos reservados. Este artículo no puede ser fotocopiado ni reproducido por cualquier otro medio sin licencia otorgada por la empresa editora. Queda prohibida la reproducción pública de este artículo, en todo o en parte, por cualquier medio, sin permiso expreso y por escrito de la empresa editora.

ENVÍO DE LA NOTICIA A UN AMIGO
Correo electrónico
Tu nombre
Mensaje