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AMÉRICA | Defensa
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Propostas de parcerias e ofertas em sistemas de terra, mar e ar

Ucrânia e Brasil ampliam sua colaboração por meio do 1º Diálogo das Indústrias de Defesa

O 1º ministro da Ucrânia, Denys Shmygal, discursa na abertura do evento em Kiev (Foto: Agência Brasil)

O 1º ministro da Ucrânia, Denys Shmygal, discursa na abertura do evento em Kiev (Foto: Agência Brasil)

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13/12/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

O Sr. Denys Shmygal (primeiro ministro da Ucrânia) abriu oficialmente, no dia 1º de dezembro, o 1º Diálogo das Indústrias de Defesa da Ucrânia e do Brasil.

O encontro ocorreu na cidade de Kiev e contou com a participação do Ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba ; do Ministro das Indústrias Estratégicas, Oleg Uruskiy e de representantes da Indústria de Defesa e Segurança daquele país, além da comitiva brasileira, liderada pelo Secretário de Produtos de Defesa (SEPROD), do Ministério da Defesa (MD), Marcos Degaut, e com a participação de outras autoridades do governo brasileiro e de executivos de empresas da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil.

O objetivo principal da comitiva brasileira foi identificar possíveis projetos conjuntos.

Este evento, organizado pela estatal ucraniana de Defesa "SpetsTechnoExport", teve início no dia 1 de dezembro.

Durante o Diálogo, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o Ministério das Indústrias Estratégicas da Ucrânia e o Ministério da Defesa da República Federativa do Brasil sobre cooperação científica e técnica e comercialização de produtos de defesa.

Representantes dos dois países também discutiram as perspectivas de cooperação técnico-militar - levando em consideração os interesses de seus próprios exércitos, bem como com vistas ao ordenamento de outros países.

Além de funcionários de vários níveis, importantes empresas brasileiras e ucranianas estiveram envolvidas na discussão.

Treze das maiores empresas brasileiras do setor se apresentaram, entre elas a Kryptus, Atech, Taurus Armas, Condor, Nitroquímica, Imbel, SLO3, Inspirar, Nanonib, Avibrás, Senai Cimatec, Embraer e Akaer.

Durante os painéis de discussão, foram debatidos possíveis projetos nas áreas produção conjunta e modernização de carros de combate; sistemas de mísseis e equipamentos de defesa aérea; aeronaves militares e sistemas UAV; explosivos, munições, armas pequenas e armas não letais; sistemas de vigilância terrestre, vigilância aeroespacial, radares e satélites.

As principais demandas consultadas pela comitiva brasileira giraram em torno de Mísseis anticarro guiados - conversou-se sobre o possível fornecimento de sistemas seriais de mísseis antitanque como o "Scythian" e o "Corsair", e do míssil antitanque guiado FALARICK 90 (disparável pelo tubo de armas de 105/120 mm de alma lisa) para as necessidades das Forças Armadas Brasileiras; Extensão da vida útil, reparo e modernização dos MANPADS "IGLA" em serviço no Brasil, e fornecimento de MANPADS ucranianos modernos para as necessidades do exército brasileiro; Parceria com a empresa brasileira EMBRAER para construção conjunta de aeronave de transporte pesado baseado no projeto An-188, desenvolvimento e fornecimento de aeronave de combate a incêndio baseada na aeronave An-178, desenvolvimento conjunto de aeronave leve de transporte militar para a Força Aérea Brasileira; Proposta de organização do centro do Leste Europeu para manutenção de aeronaves de passageiros fabricadas pela EMBRAER; Desenvolvimento conjunto de motores de turbina a gás aeroespacial e industrial para o Brasil; Desenvolvimento e fornecimento de UAVs/SARP/VANT, fornecimento de contramedidas anti VANT/UAV para as necessidades das agências de aplicação da lei brasileiras; Desenvolvimento e fornecimento (produção conjunta) dos tanks principais de batalha, uma potencial aliança entre a brasileira AVIBRAS e a ucraniana Malyshev Plant; Modernização dos tanques M60 do Exército Brasileiro; Desenvolvimento de novos projetos e modernização de navios militares atendendo as necessidades da Marinha do Brasil; Fornecimento de cais flutuantes, desenvolvimento e fornecimento de sistemas de propulsão navais.

Ao mesmo tempo, o próprio Brasil está atualmente implementando projetos de grande escala para reequipar suas forças armadas, contando tanto com suas próprias empresas quanto em cooperação com poderosos parceiros estrangeiros.

O Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa brasileiro fez essa apresentação sobre os Projetos Estratégicos das Forças Armadas, explicando aos ucranianos o Programa de Submarinos e Navios Tamandaré, da Marinha; Blindados Guarani, Sistema Astros 2020 e Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), do Exército, além dos Projetos KC-390, Helicóptero HX-BR e Caça Gripen NG, da Força Aérea.

Ao final, Degaut convidou as autoridades e empresários ucranianos a visitarem o Brasil para conhecer a indústria nacional e suas potencialidades para o desenvolvimento de projetos em conjunto no futuro.

Os slides apresentados durante o evento (ver galeria) permitem avaliar as aspirações e capacidades do Brasil e de suas indústrias de Defesa.

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