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Esquadrão Pampa (1º/14º GAV)

Brasil testa o Micla-BR da Avibras e a FAB em um F-5EM Tiger II

O MICLA-BR ocupa todo o espaço disponível no center-line do F-5EM.

O MICLA-BR ocupa todo o espaço disponível no center-line do F-5EM.

02/10/2019 | Belo Horizonte

Roberto Caiafa

No dia 30 de setembro último, um caça F-5EM Tiger II da Base Aérea de Canoas (ALA 3) foi fotografado na aproximação para pouso transportando no cabide do center-line uma versão de testes do MICLA-BR (Míssil de Cruzeiro de Longo Alcance), um desenvolvimento conjunto da Força Aérea Brasileira e Avibras Aeroespacial.

O jato pertence ao Esquadrão Pampa (1º/14º GAV).

O avião realizou várias órbitas sobre a cidade de Canoas e também sobre o Aeroporto Internacional Salgado Filho, na cidade de Porto Alegre. Nos cabides externos das asas (outboard) foram instaladas câmeras de alta velocidade e instrumentação de testes (cor laranja), destinados a registrar o comportamento do míssil.

A imagem reveladora foi feita pelo spotter Rafael Luiz Canossa, que cedeu a imagem para divulgação em Infodefensa.

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou o desenvolvimento do míssil de cruzeiro de longo alcance em parceria com a Avibras durante sessão especial da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Congresso Nacional em Brasília (DF).

O MICLA-BR terá alcance previsto de 300 quilômetros e poderá ser lançado a partir de aviões e plataformas de superfície. O prazo de conclusão desse Programa Estratégico da Força Aérea não foi revelado, mas sabe-se que está em curso desde o final de 2018.

Esse míssil de cruzeiro aerolançável terá orientação composta usando sinal GPS, sensor infravermelho e radar de acompanhamento do terreno. Quando concluído, dará ao Brasil capacidade similar a de sistemas de armas desenvolvidos por Estados Unidos, Rússia, China, Japão, Irã, Paquistão, Índia, França e Israel.

Parceria com a Indústria Nacional

 

Em 21 de junho de 2019, a Força Aérea e a Avibras Aeroespacial assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) com o objetivo de buscar maior cooperação estratégica para o desenvolvimento e a execução conjunta de ações, programas e projetos tecnológicos, bem como incrementar atividades de pesquisa e prospecção científico-tecnológica.

Na época, foi destacada a cooperação da Avibras no apronto final para industrialização do míssil ar-ar de 5ª geração A-Darter, uma iniciativa binacional Brasil/África do Sul, fato anunciado essa semana em Brasília (ver artigo clicando aqui).

No evento de julho, e falando pela Força Aérea, o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, explicou que “O memorando aproximaria as instituições no desenvolvimento de produtos de defesa, além de possibilitar maior operacionalização dos laboratórios existentes no Departamento, reduzindo, assim, custos de investimento em programas de interesse conjunto”.

O Diretor-Presidente da Avibras, João Brasil Carvalho Leite, também afirmou em julho que “Com uma maior sinergia entre o DCTA e a Avibras, será possível a identificação e o desenvolvimento de tecnologias de interesse do Brasil, potencializando a geração de aplicações industriais inovadoras e até disruptivas”.

Uma cobertura perfeita para um MOU que na verdade, além do A-Darter, oficializava o Programa MICLA-BR, uma versão ar-solo do AV-MTC encomendado pelo Exército Brasileiro para ser o principal armamento do Programa Estratégico Astros 2020, um moderno lançador de mísseis de cruzeiro e foguetes de saturação de área guiados, solo-solo.

A versão ar-solo, denominada MICLA-BR, deverá tornar-se um dos armamentos mais letais a disposição dos futuros F.39 Gripen da FAB, que entram em serviço a partir de 2024 no 1º GDA, baseado na ALA 2 em Anápolis (Goiás).

Com essa arma e seus 300 km de alcance previstos, somados ao alcance do F.39 Gripen e o reabastecimento em voo por aviões KC390, a Força Aérea Brasileira terá condições de atacar e destruir qualquer alvo estratégico em qualquer parte do continente sul-americano ou mesmo na costa africana do Atlântico, conferindo assim um poder dissuasório inédito as Forças Armadas brasileiras.

Imagens: Rafael Luiz Canossa/Avibras/Força Aérea Brasileira

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