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AMÉRICA | Armada
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Contrato de 1,35 milhão de euros (6,4 milhões de reais)

Ghenova finalizará navios patrulha Maracanã e Mangaratiba da Marinha do Brasil

O NaPa Maracanã, incompleto, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

O NaPa Maracanã, incompleto, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

14/02/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

A Ghenova, uma empresa de consultoria industrial com atuação em diversos setores, incluindo a indústria naval, assinou um contrato com a Marinha do Brasil pelo valor de R$6,4 milhões para a finalização dos navios patrulhas (NaPa) Maracanã e Mangaratiba, cuja construção estava interrompida até então.

Com duração prevista de um ano e possibilidade de renovação por quatro anos adicionais, esse contrato abrange trabalhos de engenharia de detalhamento para construção, reparos e modernização dos meios navais da Marinha do Brasil.

Na assinatura do contrato, que tomou lugar no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, estiveram presentes o Diretor do AMRJ e os comandantes que participarão da gerência do contrato, bem como o diretor geral corporativo da Ghenova, Raul Arévalo, e o country manager da filial brasileira, Frederico Cupello.

A Ghenova é uma companhia internacional que oferece serviços de engenharia multidisciplinar e consultoria em uma grande variedade de setores, tanto no âmbito de defesa como civil: energias, indústria, infraestruturas, naval, offshore, aeronáutica e sistemas.

Atualmente, opera em mais de 25 países, e possui sedes em Sevilha, Porto de Santa Maria, Vigo, Ferrol, Madrid, Cartagena das Índias (Colômbia), Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), Rio de Janeiro (Brasil) e Austrália.

A escolha da Ghenova acontece após o anúncio feito pela Marinha do Brasil em setembro de 2019, através da Diretoria de Engenharia Naval (DEN), da Diretoria Industrial da Marinha (DIM), da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha (DSAM) e da Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM) da assinatura do Termo de Compromisso para a conclusão da construção dos Navios Patrulha (NPa) Maracanã e Mangaratiba.

Esse acordo formalizou a retomada da construção naval no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Dois cascos, inúmeros problemas

 

Em 25 de novembro de 2009, em cerimônia presidida pelo Diretor-Geral do Material da Marinha, nas dependências do Estaleiro Ilha SA (EISA), no Rio de Janeiro, foi realizado o Batimento de Quilha do Navio-Patrulha Maracanã, terceiro NPa da classe “Macaé” e o primeiro que deveria ter sido construído por esse estaleiro.

Decorrente do contrato assinado pela DEN e o EISA em 25 de setembro daquele ano (lote de quatro NPa 500t), o NaPa Maracanã tinha previsão de ser Incorporado à Armada em março de 2012, quando passaria a ser subordinado ao Comando do 4º Distrito Naval (Com 4ºDN), o que não aconteceu passados 11 anos desde o batimento da sua quilha.

O Synergy Group, do empresário German Efromovich, era responsável pelo Estaleiro Ilha S.A. (EISA), vencedor da licitação para a obtenção de quatro desses navios patrulha.

O estaleiro começou a construção dos dois primeiros, Maracanã e Mangaratiba, mas devido a uma grave crise interna provocada por má gestão e corrupção, entrou em crise, demitiu sua força de trabalho e solicitou recuperação judicial, interrompendo os trabalhos nos dois navios.

No final de 2015 o estaleiro EISA encerrou suas operações e demitiu cerca de três mil funcionários que trabalhavam na Ilha do Governador.

Os portões foram lacrados e a presidência do estaleiro -controlado pela holding Synergy Shipyards-, justificou o corte de pessoal pelos impactos da recessão econômica e da Operação Lava-Jato (corrupção).

Após uma batalha judicial, a Marinha do Brasil obteve a guarda e posse dos cascos, no estado em que se encontravam, e foi decidido pela sua remoção do estaleiro EISA e transporte para o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, faina realizada pela empresa Tranship Transportes Marítimos Ltda, ao custo de R$ 2.447.500,00 pelo serviço. 

Esse transporte especializado foi concluído no dia 27 de novembro de 2017, após uma operação de traslado por via marítima que foi iniciada com o trabalho de Load out do casco que se encontrava em galpão de construção do estaleiro EISA. O traslado demandou cinco dias para cobrir uma distância de 18 milhas náuticas.

Decorridos pouco mais de dois anos da chegada desses cascos no AMRJ, finalmente ocorre o anúncio da escolha de empresa que realizará a finalização do NaPa Maracanã, em adiantado estágio de construção, e do NaPa Mangaratiba, que só teve 40% dos trabalhos realizados antes da paralização das atividades do estaleiro EISA.

Ficha Técnica NaPa 500

 

Maracanã e o Mangaratiba deslocam 500 toneladas, possuem 54,20 metros de comprimento total, boca moldada de oito metros e calado máximo de 2,48 metros.

O projeto foi desenvolvido pela empresa francesa Constructions Mécaniques de Normandie (CMN).

 

 

 

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