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Reportaje Infodefesa

80º aniversário da Força Aérea Brasileira: a consolidação da indústria aeroespacial

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30/01/2021 | Belo Horizonte

Roberto Caiafa

A Força Aérea Brasileira completa 80 anos realizando uma virada histórica rumo a tecnologia do século XXI apoiada por uma indústria aeroespacial cada dia mais forte (liderada pela Embraer), efetivo profissional bem treinado e capacidades operacionais inéditas para realizar com eficácia a defesa do Espaço Aéreo brasileiro.

A Pandemia do Covid-19 e as operações de apoio logístico voadas pela Força Aérea, incluindo o emprego dos novos KC-390 confirmaram o acerto estratégico do Brasil ao investir em uma aviação de transporte de cunho estratégico e com alta mobilidade tática.

A função vital da Força Aérea de integrar o vasto território nacional está garantida e os números de horas de voo e missões da Operação Covid-19 ao longo de 2020 provam que a FAB está pronta para o combate, não importando o adversário ou a demanda.

Processo de modernização

 

A integração completa de radares posicionados em pontos chave do território, a introdução de sistemas de comunicações por data-link, incluindo conexão por satélites, e o advento do IFFMOD4BR (identificação amigo/inimigo) permitirá aos novos Saab F.39 Gripen E/F, Embraer KC-390 Millennium e Embraer E-99 Guardião modernizados, a trinca tecnológica da Força Aérea, lutar em ambiente BVR com segurança, lançar, suprir, transportar e reabastecer em qualquer parte do território e também realizar a vigilância, reconhecimento, controle, comando e vetoração de meios em tempo real, compartilhando dados e informações vitais com forças de terra, mar, e no ar.

A Embraer Defesa e Segurança tem um papel estratégico nessa nova arquitetura, fornecendo aeronaves especificadas pela Força, caso do A-29 Super Tucano e KC-390 Millennium, ou atuando como principal integradora, caso da parceria com a Saab do Brasil no programa do novo caça F-39 Gripen.

Empresas Estratégicas de Defesa do Grupo Embraer, como a Atech, desenvolvem os softwares, códigos e ferramentas de missão para diversas aplicabilidades, mantendo a independência da Força Aérea Brasileira nesse estratégico setor.

A AEL Sistemas realiza o desenvolvimento de aviônica embarcada, incluindo o painel touch screen de 5ª geração Wide Area Display do F-39, assim como é responsável pelo datalink Link BR2 e atua no desenvolvimento do IFF.MOD4BR, além de apoiar diversos outros programas da força.

Para projetar e fabricar peças em compósitos para os F-39 a Akaer utiliza capacidades que a empresa vem desenvolvendo antes mesmo do Gripen vencer a concorrência FX-2.

Para produzir partes e componentes das aeronaves no Brasil, a Saab construiu a fábrica Saab Aeroestruturas e Montagens, e as primeiras peças fabricadas localmente já estão sendo entregues.

Novas empresas do cluster aeroespacial brasileiro focadas na área de Defesa, formadas por pessoal egresso da Embraer misturado a novos talentos vem trabalhando, com competência e agilidade, nos programas de modernização das aeronaves T-27M Tucano e E-99M Guardião.

Novas aeronaves de busca e resgate renovaram tecnologicamente a frota SAR brasileira, enquanto na aviação de asas rotativas o programa HX-BR de helicópteros de médio porte está praticamente completo. A realização do reabastecimento em voo desses aparelhos, uma capacidade que poucos outros países possuem, foi testada com sucesso.

Programa espacial

 

Para defender os interesses brasileiros no espaço, um ativo considerado estratégico e potencial foco de investimentos, a Agência Espacial Brasileira atua com total envolvimento da Força Aérea Brasileira.

O setor espacial é considerado como de alta intensidade tecnológica e, como tal, é capaz de gerar retornos crescentes para a economia, contribuindo para a geração de valor e renda em diversas áreas.

O Programa Espacial Brasileiro na atualidade busca atender as prementes necessidades do Estado Brasileiro por comunicações satelitais enquanto sua indústria e pesquisadores desenvolvem soluções new space voltadas para o promissor mercado de satélites de baixa órbita, os cubesats, e veículos lançadores, basicamente foguetes mais simples com capacidade de carga modesta mas confiáveis.

Ao mesmo tempo, os programas de satélites para observação da Terra (óptico e radar), de emprego civil e militar, em que pese a demora no início dos trabalhos de produção, encontram-se com seus payload, softwares e hardwares bem adiantados na fase conceitual e de investigação de tecnologias, mas a aquisição de sistemas fabricados no exterior ainda é uma necessidade inevitável.

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