Porta-Helicópteros Multipropósito PHM A-140 Atlântico é incorporado
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Porta-Helicópteros Multipropósito PHM A-140 Atlântico é incorporado

O PHM A-140 Atlântico retoma a capacidade expedicionária de assalto anfíbio do Corpo de Fuzileiros Navais.
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Vídeo do PHM A-140 Atlântico

Evento realizado na Real Base Naval de Devonport, em Plymouth, Reino Unido, no dia 29 de junho, marcou a Mostra de Armamento do Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) A-140 Atlântico (Ex-HMS Ocean), uma cerimônia de tradições navais que indica o início da vida operacional do navio na Marinha do Brasil.

A cerimônia foi presidida pelo chefe do Estado-Maior da Armada brasileira, almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, e contou com a presença do embaixador do Brasil junto ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Eduardo dos Santos, e o comandante da Esquadra da Marinha do Reino Unido, vice-almirante Ben Key.

O PHM A-140 Atlântico somará à Marinha do Brasil importantes capacidades anfíbias e de operações navais com helicópteros embarcados para a manutenção da segurança do Atlântico Sul e a defesa dos interesses marítimos do País em qualquer parte do planeta.

Na ocasião, foi realizada também a assunção do comando do navio pelo capitão de Mar e Guerra Giovani Corrêa.

A chegada do PHM Atlântico ao Brasil está prevista para o final de agosto, em data próxima ao aniversário da Aviação Naval.

No histórico de serviço do navio com a RN constam operações navais em apoio a ações humanitárias, em 2017, nas ilhas do Caribe, afetadas pelo Furacão Irma.

O nome Atlântico, adotado pela Marinha do Brasil, remete a saga das grandes navegações, que proporcionaram, entre outros notáveis feitos da Escola de Sagres, o descobrimento do Brasil.

Capacidade Expedicionária

O navio foi projetado para operar com até sete aeronaves em seu convoo e 12 no hangar, e pode transportar Grupamentos Operativos de 500 a 800 Fuzileiros Navais e projetá-los por movimentos helitransportados, ou por superfície, empregando suas quatro lanchas de desembarque, a partir de uma distância de até 200 milhas da costa (cerca de 321 km).

Possui, ainda, diversas salas de planejamento para uso de Estado-Maior. Esses ambientes estão sendo reequipadas e adequados apara a realidade e interfaces da Marinha do Brasil.

Em combate, o navio é dotado de um Sistema de Comando e Controle LPH CMS, trabalhando junto a quatro canhões de 30 mm DS30M Mk2, dois Radares 1007, um Radar 1008 e um sensor principal, o moderníssimo Radar Artisan 3D 997, com elevada capacidade de detecção e acompanhamento de alvos aéreos e de superfície.

Durante o mês de junho o navio e sua tripulação passarão por um intenso programa de treinamentos no porto e no mar, sendo avaliados pelo reconhecido e rigoroso Centro de Instrução da Marinha do Reino Unido (Flag Officer Sea Training ou FOST).

Imagens: Marinha do Brasil / Embaixada do Brasil no Reino Unido.



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