Os avanços do Prosub: o Humaitá já está na água e o Tonelero está completo
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Os avanços do Prosub: o Humaitá já está na água e o Tonelero está completo

Submarinos S-41 y S-42: Avances del poder naval brasileño.
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Lançado ao mar em 11 de dezembro de 2020, o segundo submarino do PROSUB, o S-BR S-41 Humaitá desceu os 10 metros de altura entre o estaleiro e o mar carregado pelo shiplift enquanto o terceiro S-BR, o S-42 Tonelero, simbolicamente uniu suas seções na presença de Jair Bolsonaro, Presidente da República, do comandante da Marinha do Brasil, almirante Ilques Barbosa Jr, do chefe da DGA, ou Direction générale de l'armement, Sr. Thierry Carlier, além de diversas autoridades militares e civis convidadas.

Essa dupla cerimônia demonstra claramente o sucesso do PROSUB quanto a capacidade tecnológica-industrial adquirida e domínio de todo o processo de produção de cascos de submarinos, o que envolve a seleção, recepção e integração de sistemas e equipamentos de alta tecnologia de diferentes procedências e fornecedores, nacionais e internacionais.

Brasil, na vanguarda da tecnologia submarina na América Latina

Somente o Brasil, na atualidade, apresenta um programa de construção de submarinos de tal complexidade na América Latina, posto que os desafios colocados pelo PROSUB excedem em muitos aspectos os desafios do programa de submarinos Scorpenne do Chile, por exemplo.

Nesses 11 anos, o PROSUB alinha conquistas tecnológicas sólidas em sensores como os sonares instalados nos submarinos, equipamentos sofisticados de acústica submarina associados, sistemas modernos de propulsão, integração de sistemas complexos de controle de tiro, comunicações protegidas (incluindo satélites), suporte de vida a bordo, manutenção e mantenimento, simuladores virtuais de treinamento das tripulações, prontificação de estaleiro e base naval, integração e testes de armamentos, etc.

A cada repetição de uma tarefa planejada para cada submarino, essa é realizada de maneira mais eficiente e demandando menos tempo devido a experiência acumulada pelos homens e mulheres da Itaguaí Construções Navais (ICN) ao longo de 11 anos de muito trabalho lado a lado com a Marinha do Brasil.

Exatamente quando ocorre a entrega do 2º submarino surgem questionamentos sobre a continuidade do programa com a encomenda de mais submarinos, seja por parte da Marinha do Brasil ou de um cliente internacional, após a entrega dos quatro originalmente contratados.

Enquanto a Marinha do Brasil anuncia o direcionamento das atividades de manutenção e reparo de seus meios mais modernos para Itaguaí, estratégia que compensaria em parte o surgimento de um gap industrial, fica evidente que a ICN precisará de outra solução mais abrangente para não ocorrer alguma perda de conhecimento ou mão de obra qualificada, segundo declarações de diversos analistas da indústria naval.

Um projeto de natureza exportadora

Segundo informações recentes divulgadas pelo Naval Group, dois países estariam interessados nas potencialidades de Itaguaí, especialmente por conta do S-BR brasileiro, um projeto modificado e ampliado do Scorpenne com maior comprimento, tonelagem e capacidade de persistência em patrulha de 80 dias de mar em águas azuis.

Isso torna o projeto brasileiro mais adequado para países com necessidades navais semelhantes às do Brasil, que precisa defender um extenso litoral com quase 8 mil quilômetros e patrulhar um mar territorial de 200 milhas, incluindo aí sua zona econômica exclusiva e plataforma continental.

Enquanto o S-40 Riachuelo está prestes a concluir seus testes de porto (HAT) e de mar (SAT), aproximando-se da data prevista para lançamento de seus torpedos F21 e mísseis Exocet (abril 2021), o S-BR S-41 Humaitá deverá repetir esse mesmo processo até a sua entrega ao setor operativo da Esquadra, algo previsto para acontecer, no caso do Riachuelo, no 2º semestre de 2021.

USS Vermont presente

O submarino nuclear de ataque USS Vermont (SSN 792) da Marinha dos EUA chegou a Base de Submarinos da Ilha da Madeira, no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, dois dias antes da cerimônia, da qual participou como convidado especial.

A visita do submarino da US Navy coincidiu com o lançamento ao mar do Humaitá S41 e a integração do casco do submarino Tonelero S42.

O USS Vermont participou de operações de treinamento com o submarino Tupi S30.

Imagens: Marinha do Brasil/Roberto Caiafa/ICN



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