Boeing afirma reduzir o preço do F-18 oferecido a Força Aérea Brasileira
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Boeing afirma reduzir o preço do F-18 oferecido a Força Aérea Brasileira

F 18Hornet
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(Infodefensa.com) São Paulo – A Boeing teria congelado o preço do F-18 Super Hornet, um dos concorrentes do programa FX-2 para a Força Aérea Brasileira, nos termos e valores apresentados na proposta original de 2009, de acordo com fontes próximas ao processo e ouvidas pela Agência Reuters. O gigante aeroespacial compete nesta concorrência, cuja decisão vem sendo indefinidamente adiada, com o F-18 Super Hornet. O contrato inclui a manutenção e apoio logístico durante todo o ciclo de vida destes aviões.A Boeing, segundo a agência Reuters, estaria disposta a assumir os custos da inflação destes dois anos e meio passados desde o lançamento da concorrência FX-2 até o presente, alegando que isso tornaria o Super Hornet marginalmente mais barato em 12%.

A empresa norte-americana compete com a francesa Dassault e a sueca SAAB pelo contrato do programa FX-2, e este golpe de mão coincide com comentários extra-oficiais de que as autoridades brasileiras preferem o avião da Boeing.Segundo fontes próximas do Governo Rousseff, e não identificadas pela Agência Reuters, a eleição da Dassault Aviation e seu caça Rafale seria "muito provável" já que a empresa apresentou a melhor proposta entre os três finalistas.As mesmas fontes afirmam que a presidente externou muitas preocupações sobre a escolha do Rafale, um caça que ainda não havia conseguido nenhum comprador fora da França. Situação que mudou em 31 de janeiro deste ano, quando foi anunciada a compra de 126 jatos Rafale para equipar a força aérea da Índia, país que, junto com Brasil, China e Rússia formam o grupo de nações conhecido como BRIC.Assim, poucos dias após a divulgação deste resultado, o ministro da defesa brasileiro, Embaixador Celso Amorim, viajou à Índia, onde realizou reuniões com autoridades e visitas a instalações militares para reforçar a cooperação bilateral entre os dois países na área de defesa.Amorim teria dito na ocasião que a decisão final sobre o FX-2, que já dura dez anos, dependeria mais do fator preço do que da generosidade dessas empresas na hora de realizar a transferência de tecnologia para o Brasil.



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