Esquadrão Guardião, 23 anos guardando os céus do Brasil
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Esquadrão Guardião, 23 anos guardando os céus do Brasil

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Echo-99M modernizado. Foto: Rudnei Dias da Cunha/FAB
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O Esquadrão Guardião (2º/6ºGAV) foi criado em 18 de janeiro de 1999 e ativado no ano 2000 junto à Base Aérea de Anápolis (ALA 2), atrelado aos objetivos do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). 

Utilizando células do jato regional Embraer ERJ-145 recheadas de sensores, a Força Aérea Brasileira adotou a tecnologia sueca para a versão de alerta aéreo antecipado, comando e controle (AEW&C), com seu característico radar Erieye montado no dorso, e um mix de sensores canadenses, norte-americanos e europeus na versão de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) montados no ventre e nas laterais da fuselagem.

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A aeronave R-99 ISR antes da modernização (Imagem: Roberto Caiafa)

A aeronave R-99 ISR  possui sistemas de radar e infravermelho, dentre outros, capazes de realizar imageamento de perímetros ou objetos terrestres com grande definição, o que a torna essencial em tempos de Paz, quando realiza ações ISR em áreas de queimadas e desmatamento da região Amazônica, ou utiliza seus sensores SIGINT/ELINT/COMINT para escuta digital de comunicações clandestinas, por exemplo. 

Em caso de conflito, essa aeronave pode detectar, gravar, avaliar e classificar quaisquer tipos de emissões eletromagnéticas inimigas captadas em uma grande distância no solo, além de realizar o sensoreamento remoto e imageamento de quaisquer áreas de interesse para operações militares demandadas pela Defesa Nacional.

Já o E-99 AEW&C é equipado com o radar Erieye que possibilita identificar e plotar a localização de aeronaves suspeitas dentro do espaço aéreo brasileiro, coibindo, entre outras práticas, o tráfico de produtos ilegais que chegam ao País por meios aéreos. 

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O radar Ericson Erieye foi elevado ao padrão ER  - alcance extendido - sendo capaz de detectar alvos a mais de 700 km de distância, a grandes altitudes. (Imagem: Roberto Caiafa)

O Erieye, do tipo AESA, inédito na Força Aérea, é capaz de detectar, classificar e gerenciar dezenas de alvos, além de guiar aeronaves interceptadoras para, se necessário, abaterem os considerados hostis.

Atuando integrado a uma rede de sensores baeados em solo, o E-99 AEW&C complementa a cobertura radar na região amazônica e centro-oeste, especialmente a baixa altura, onde se aventuram as aeronaves envolvidas em ilícitos transnacionais. 

Em caso de conflito, a simples presença de um E-99 AEW&C na área em litígio significa tirar do inimigo a iniciativa, pois tudo que decolar será imediatamente detectado, plotado e classificado pelos controladores táticos operando avançados consoles que usam interface homem-máquina digital no estado da arte. 

Quando começar a operar em conjunto com os caças F.39 E/F Gripen, a dupla será certamente a mais eficaz do continente sul-americano em termos de interceptação, defesa aérea/superioridade aérea, dentre outras missões.

Modernização R-99M/E-99M

No ano de 2012, a FAB deu início ao processo de modernização da frota de aeronaves E-99 e R-99. A principal modificação nos Echo-99 AEW&C é a instalação do novo radar AESA Ericsson ERIEYE-ER (alcance de 723 km) com capacidade de detectar alvos aéreos, marítimos e terrestres. 

Além do radar, foram instalados novos sistemas de comunicação, IFF (“Identification Friend-or-Foe”), de SIGINT (“Signals Intelligence”) e de autoproteção.

A primeira aeronave modernizada, o E-99M 6702, fez seu primeiro voo em 16/08/2019 e foi entregue à FAB em 27/11/2020. 

Em 17/12/2020, foi a vez do segundo exemplar modernizado, o E-99M 6703 e, em 17/12/2021, foi entregue o E-99M 6700.

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Imagens inéditas do novo console tático de missão desenvolvido pela Albatross Engenharia e integrado aos Echo-99 e R-99 modernizados (Imagens: Albatross Engenharia)

Dentre as atualizações destacam-se o emprego de rádios definidos por software da família SOVERON, sistemas de missão aeroembarcados novos que proporcionam, entre outros ganhos, melhor performance e alcance do radar Erieye-ER, incremento na quantidade de tráfegos que podem ser monitorados continuamente, aumento do número de posições de controle e sistemas de rádios de missão disponíveis, compatibilidade total com os novos Link BR2 (comunicações) e IFF MOD4 (identificação amigo/inimigo).

Um dado importante, a participação de empresas da Base Industrial de Defesa brasileira como a Albatross Engenharia, responsavel por desenvolver, instalar e integrar na modernização os novos consoles táticos de missão desenvolvidos no Brasil, e sensores importados como os da empresa canadense L3 Wescam.

Os R-99M ISR (três exemplares) também estão sendo modernizados, recebendo novos sensores como o WESCAM MX-15 EO/IR imaging system da L3 Wescan, novo radar de visada lateral, eliminação de obsolescências do radar ventral, integração de novos rádios definidos por software da família SOVERON, compatibilidade total com o Link BR2 e IFF MOD4, atualização de subsistemas de apoio a missão e novo lay-out para operadores seguindo a mesma instalação realizada nos E-99 AEW&C.

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Os R-99M modernizados também receberam consoles táticos da Albatross Engenharia (Imagem: Albatross Engenharia)




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