Brasil e Leonardo unem forças para manter as fragatas de Niterói operacionais enquanto aguardam o Tamandaré
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Brasil e Leonardo unem forças para manter as fragatas de Niterói operacionais enquanto aguardam o Tamandaré

Representantes da emgepron marinha do brasil e leonardo na feira internacional
O Diretor Comercial da Leonardo, Pasquale Di Bartolomeo, e o diretor-presidente da Emgepron, Edesio Teixeira Lima Junior (Imagem: Marinha do Brasil)
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A Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e a empresa italiana Leonardo – Societa per Azioni, assinaram, no dia 18 de Julho, um Memorando de Entendimentos durante a Feira Internacional Aeroespacial de Farnborough, no Reino Unido. 

O evento contou com a presença do Diretor-Geral do Material da Marinha (DGMM), Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, do Diretor Comercial da Leonardo, Pasquale Di Bartolomeo,  e o diretor-presidente da Emgepron, Edesio Teixeira Lima Junior

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As fragatas Classe Niterói restantes serão muito exigidas na sua fase final de emprego antes de serem substituídas pelas novas Fragatas Classe Tamandaré (Imagem: Emgepron)

O documento alinhado entre Emgepron e Leonardo tem como objetivo alavancar o desenvolvimento de possibilidades de negócios conjuntos para a exploração de potencial área de colaboração industrial para serviços de apoio à manutenção de sistemas de armas navais, sistemas de combate naval, incluindo sensores e sistemas de gestão de combate; e de serviços de apoio à manutenção de sistemas e sensores das Fragatas Classe Niterói e da Corveta Classe Barroso

Na atualidade, a Emgepron atua diretamente nos Programas Estratégicos da Marinha como o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), o Projeto dos navios-patrulha de 500 toneladas (NaPa 500BR), o Navio de Apoio Antártico (NApAnt) e a Associação do Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro (CTNRJ).

No memorando assinado com a Leonardo, fica claro que a Emgepron e a Marinha do Brasil buscam alternativas para manter a operacionalidade das fragatas Classe Niterói restantes, o mesmo se aplicando a única Corveta Classe Barroso, um navio que demandou 14 anos entre o início da sua construção e o seu lançamento ao mar. 

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O Centro de Operações de Combate da Corveta Barroso utiliza o sistema SICONTA MKIII, desenvolvido pela Marinha do Brasil (Imagem: Emgepron)

A reduzida frota de escoltas de superfície da Marinha do Brasil, já bastante pressionada pela idade do material, precisa manter-se em serviço por pelo menos mais 10 anos enquanto a construção das Fragatas Tamandaré deslancha e alcança um ritmo de entregas satisfatório. 

Mesmo com o Programa MODFRAG implementado pela Emgepron nas Classe Niterói, no início dos anos 2000, e que basicamente foi responsável pela efetividade desses navios na atualidade, é necessário antever desafios importantes para esse "push" final dessa frota, não só na questão do uso do Poder Naval brasileiro como até mesmo no apoio a outros programas importantes da Marinha, caso do MANSUP, que utiliza as fragatas Classe Niterói como plataforma de lançamento real.

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O Navio-Patrulha 500-BR (NPa 500-BR) poderá ser construído para a Marinha do Brasil e exportado pela EMGEPRON para marinhas amigas (Imagem: Emgepron)

A Emgepron também tem um papel fundamental na construção do novo Navio de Apoio Antartico (NApAnt), que substituirá navios de pesquisa antigos e no fim da vida útil com inúmeras vantagens. 

A empresa ligada a Marinha do Brasil também produz uma série de sensores de guerra eletrônica de emprego naval, munições navais de grande calibre e realiza importantes investimentos para ampliar as capacidades da indústria naval brasileira.



Em 2019, quatro empresas do setor de Defesa brasileiro, a Emgepron, a Amazul, a Nuclep e a Condor Tecnologias Não Letais idealizaram e fundaram o Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro (CTN-RJ). 

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O Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro busca aproveitar o potencial da estrutura local da indústria naval baseada no litoral do Rio de Janeiro (Imagem: Emgepron)

O CTN-RJ tem como eixos de atuação prioritários o adensamento das cadeias produtivas relacionadas à construção e reparação naval militar e mercante, a geração de estímulos à Economia do Mar e o fortalecimento da plataforma de exportações da base industrial de defesa.

O Cluster Tecnológico Naval busca aproveitar o potencial da estrutura local do Rio de Janeiro, como as universidades e os institutos especializados de inovação e tecnologia, para auxiliar o crescimento da indústria marítima local. 

Somado a isso, a promoção do mercado interno e a realização do encadeamento produtivo entre empresas.

Atualmente, o Cluster Tecnológico Naval, reúne mais de 40 empresas associadas voltadas para o desenvolvimento da Economia e do Poder Naval brasileiro.

Napant

A Emgepron atua diretamente na construção do novo Navio de Apoio Antártico (Imagem: Emgepron)









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