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Disparos de mísseis Exocet e torpedos F21

Brasil realiza testes de imersão estática S40 Riachuelo

O S-40 Riachuelo submerso até a profundidade de periscópio.

O S-40 Riachuelo submerso até a profundidade de periscópio.

28/11/2019 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

O Riachuelo, primeiro dos quatro submarinos de propulsão diesel-elétrica em construção no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil (PROSUB), relizou o  teste de Imersão Estática, procedimento decisivo na avaliação de sua estabilidade no mar. Ao final, será realizado o lançamento de torpedos F21 e de mísseis submarino-superfície SM-39, com o objetivo de testar a eficácia do sistema de combate.

O teste, realizado em área marítima próxima ao Complexo Naval de Itaguaí, na Baía de Sepetiba, litoral Sul do estado do Rio de Janeiro, é o primeiro de uma série de avaliações que precederão a entrega definitiva do “Riachuelo” ao Setor Operativo – Comando da Força de Submarinos, prevista para o segundo semestre de 2020.

A imersão estática do Riachuelo consiste na admissão controlada da água nos tanques de lastro do submarino, até a sua imersão completa, sem utilizar sua propulsão.

Desse modo, é possível aferir não apenas a estanqueidade e estabilidade do submarino quando mergulhado, mas também coletar dados sobre o volume de água que foi admitido nos tanques internos, essenciais para o conhecimento do seu deslocamento total.

O teste foi realizado na área sul da Ilha de Itacuruçá, a cerca de 4 milhas náuticas do Complexo Naval de Itaguaí, na Baía de Sepetiba, local onde foi instalada uma boia poitada ao fundo à qual o submarino permaneceu amarrado até seu retorno à superfície.

Os testes em ambiente operacional do Riachuelo representam mais um passo importante no cronograma do ProSub, um programa alinhado à Estratégia Nacional de Defesa.

Um grande passo para o Prosub

 

Além de contribuir para o fortalecimento do Poder Naval brasileiro, o ProSub prioriza a aquisição de componentes fabricados no País, estimulando o crescimento do parque industrial nacional.

O Programa também atesta, de forma inequívoca, a elevada capacidade tecnológica absorvida pela Marinha do Brasil e pela Itaguaí Construções Navais (ICN) na construção de navios de alta complexidade.

A imersão estática foi o primeiro de uma série de testes de aceitação no mar, que serão conduzidos a partir de dezembro deste ano.

As avaliações terão por finalidade verificar o desempenho da plataforma, dos equipamentos e dos sistemas do submarino, tanto na superfície como em imersão, a serem conduzidos pela tripulação de recebimento.

Todo o trabalho está sob a fiscalização da Coordenadoria-Geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear e a responsabilidade da Itaguaí Construções Navais (ICN) / Naval Group

Imagens: Marinha do Brasil / EBN / ICN

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