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Entrevista Infodefensa

Almte. I. Barbosa (Marinha do Brasil): "É só uma questão de tempo iniciar a construção do Tamandaré" (1)

El Comandante da Marinha do Brasil, almirante Ilques Barbosa Junior. Foto: Roberto Caiafa

El Comandante da Marinha do Brasil, almirante Ilques Barbosa Junior. Foto: Roberto Caiafa

29/09/2020 | Rio de Janeiro, RJ

Roberto Valadares Caiafa

O comandante da Marinha do Brasil (MB), almirante Ilques Barbosa Junior, entregou o Plano Estratégico da Marinha (PEM 2040) ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo.

Este documento estabelece os planos de médio e longo prazo do MB, detalhando os objetivos e ações estratégicas da força. O plano foi elaborado após um período de extensas discussões e trabalhos, com a participação de militares e civis. Para sua preparação, entre outros parâmetros, foram consideradas as capacidades que o MB deve adquirir e manter e o fortalecimento do relacionamento com a sociedade e órgãos governamentais.

Para saber mais sobre os pontos importantes do PEM 2040, o Infodefensa.com entrevistou o almirante Barbosa em seu escritório no Rio de Janerio.

O documento apresentado fala sobre as ameaças no ambiente estratégico brasileiro. Como essas ações se traduzem no PEM 2040?

O ambiente estratégico inclui o sistema de vigilância de fronteiras terrestres (Sisfron), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, da Aeronáutica, e o Sisgaaz, da Marinha do Brasil. A soma disso compõe o ambiente estratégico brasileiro, que atinge o Mar do Caribe, Norte da África, Antártica e a parte ocidental do continente territorial brasileiro. Este é o ambiente operacional da Marinha do Brasil. A Segurança Nacional recomenda que os grandes espaços territoriais e geográficos brasileiros não corram o risco de serem divididos por mandamentos que não têm origem no Estado brasileiro, tanto do ponto de vista da capacidade financeira como da questão da permeabilidade de vastas áreas. fronteiras que temos devido à nossa extensão territorial.

PEM 2040 mostra grande preocupação com a qualidade do treinamento do pessoal da Força Naval…

O primeiro Plano Estratégico das Forças Armadas de qualquer país deve ser a formação de seu pessoal. A Marinha está trabalhando fortemente para esse objetivo, alterando os procedimentos de acesso aos cursos de Estado-Maior, ampliando as exigências nas Escolas de Formação e também flexibilizando as regras de carreira. Se o material humano de homens e mulheres não for devidamente treinado, você pode entrar na Baía de Guanabara com o navio mais sofisticado e bem armado e isso não adianta, já que não saberemos operar da melhor forma suas tecnologias. Portanto, o treinamento da equipe em todos os níveis é uma prioridade.

E no Corpo de Fuzileiros Navais em particular?

No campo do Corpo de Fuzileiros Navais, lançamos o Programa Pro Ad Sumus, que é um reagrupamento e realinhamento de todos os programas e projetos para melhorar e expandir as capacidades do Corpo de Fuzileiros Navais. Essa força recebeu diversas novas missões e responsabilidades ao longo dos anos, como a execução de instalações de Defesa Nuclear, Biológica e Química da Marinha, ações em operações humanitárias ou atuação como força de segurança para o pessoal de outras agências. federais que atuam contra crimes ambientais. Esse uso diferenciado de nossas forças especiais pode não chamar a atenção do público na maioria das vezes, mas apenas reforça a importância de aumentar o treinamento do Corpo de Fuzileiros Navais.

Como funciona a gestão dessas demandas do PEM 2040 na relação entre a Marinha, o Ministério da Defesa e o Estado brasileiro?

Falamos muito com o ministro da Defesa sobre essa política, e discutimos no Conselho de Defesa Nacional, que inclui o Presidente da República, entre outras áreas do Poder, durante a preparação do PEM 2040, e mostramos aos parlamentares e gestores a situação das Forças Armadas, porque cabe aos políticos estabelecer as prioridades, dentro de um Estado de Direito Democrático. O papel político do país está diretamente relacionado à sua capacidade militar e, ao mesmo tempo, mostramos à Sociedade Brasileira as ameaças a que estamos sujeitos. A pandemia com 140.000 mortes é uma ameaça, os crimes ambientais são outra ameaça. A estrutura do Ministério da Defesa não é um desperdício descontrolado, muito pelo contrário. Só o Prosub arrecadou em impostos, até agora, mais de 900 milhões de reais investidos em benefícios sociais como escolas, saúde e saneamento básico. Sem esquecer os empregos e a segurança gerados pela Base de Defesa Industrial. Somos auditados pelo Tribunal de Contas da União, seja no Prosub ou no programa Tamandaré Class Escorts, sempre fechados, e isso nos deixa em uma posição extremamente confortável quanto ao uso correto dos recursos.

O PEM 2040 supõe diferentes Planos Plurianuais de Governo (PPA) de curto, médio e longo prazo. Como você descreveria as ações estratégicas voltadas para a modernização do poder naval brasileiro?

No Prosub, por exemplo, já temos os quatro submarinos convencionais e a propulsão nuclear está surgindo. Para os convencionais a questão agora é cumprir os cronogramas e executar os lançamentos, testes e entregas. Tudo se encaixa como um relógio. A formação de pessoal entra no PPA a médio prazo, como a entrega do Instituto de Pós-Graduação Naval, que entrará em vigor a partir de 2022 e identificará novas áreas de conhecimento necessárias para o futuro da Instituição. Lá estamos falando de computação quântica, sistemas eletromagnéticos, sistemas de armas a laser, existem até alguns experimentos nessas áreas, todos realizados sob o sigilo correspondente à sua importância. O PPA permite que você trabalhe com previsibilidade de orçamento significativa na condução de programas, conforme apropriado.

E o Tamandaré?

Quanto ao Tamandaré, é só uma questão de tempo para começar a construção dos navios. O planejamento para a entrega dos quatro navios prevê que em 2027 eles estarão operacionais. No curto prazo, isso está bem delineado e consolidado. O Plano Plurianual, durante sua vigência, visa não receber o meio em si, mas atender a essa demanda. Por exemplo, as escoltas de Tamandaré agora são apenas uma questão de tempo, o recurso é atribuído, o Consórcio existe, agora é uma questão de construir. Todas as decisões foram tomadas, então vamos passar para outro desafio. As escoltas de Tamandaré encontram-se agora ao nível operacional, o nível político de eficácia e continuidade do programa já está assegurado.

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