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Exercício de guerra aérea simulado

100 aeronaves de 14 países se reunirão na Cruzex 2018

8ª edição da CRUZEX será realizada a partir de Natal (RN) entre os dias 18 e 30 de novembro

8ª edição da CRUZEX será realizada a partir de Natal (RN) entre os dias 18 e 30 de novembro

06/11/2018 | Natal, RN

Roberto Caiafa

A Força Aérea Brasileira (FAB) realiza entre os dias 18 e 30 de novembro, em Natal (região nordeste do Brasil), a 8ª edição do Exercício Cruzeiro do Sul (CRUZEX). 

Infodefensa estará presente ao Exercício.

Esta edição reúne cerca de cem aeronaves de 14 países.

Brasil, Canadá, Chile, França, Peru, Uruguai e Estados Unidos participarão com militares e aviões.

Bolívia, Índia, Suécia, Reino Unido e Venezuela participam como observadores.

Portugal trará militares de forças especiais e, ao lado de Alemanha e França, vai ministrar palestras no seminário sobre o emprego do poder aéreo em missões da Organização das Nações Unidas.

O exercício permite que os tripulantes treinem o combate aéreo em operações combinadas, ou seja, diferentes nações atuando em cenários de conflito de maneira integrada e cooperativa, promovendo a troca de experiências entre os integrantes das forças aéreas participantes.

“A CRUZEX permite o intercâmbio de competências operacionais. Além de estreitar os laços entre os países, possibilita agregar conhecimentos de outras nações que possuem experiências em cenários de ação conjunta”, afirma o diretor da CRUZEX, brigadeiro-do-ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros.

A CRUZEX é o maior exercício de combate aéreo multinacional e conjunto – pois também reúne Exército e Marinha – realizado pela FAB.

Os cenários preparados para o treinamento envolvem guerra convencional e não convencional.  No cenário de guerra convencional, serão realizados os chamados “COMAOs”, sigla em inglês para Composite Air Operations, em que um ‘pacote’ com cerca de 40 a 50 aeronaves de naturezas distintas.

As aeronaves decolam em sequência para – em tempo e espaço limitados – realizar missões com objetivos comuns ou complementares.

Uma das novidades desta edição da CRUZEX é a adição do treinamento em cenários de guerra não convencional, no inglês UW scenario– sigla para Unconventional Warfare, onde o combate é contra forças insurgentes ou paramilitares e não entre dois Estados constituídos.

Trata-se de situações encontradas em missões onde atua a Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o diretor do exercício, a importância para a FAB treinar esse cenário não convencional reside na possibilidade de o Brasil enviar aeronaves para integrar missões da ONU. “Se acontecer, precisamos estar preparados”, explica o brigadeiro Medeiros.  A CRUZEX vai permitir aos brasileiros treinarem ao lado de militares estrangeiros que já realizam esse tipo de missão no contexto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Aeronaves e delegações – Os países participantes deslocarão aeronaves de caça, como os F-16 norte-americanos e chilenos; cargueiros e reabastecedores, como os CC-130J canadenses.

Os EUA participam com aproximadamente 130 militares, um reabastecedor KC-135 e seis caças F-16.

A Força Aérea Chilena participa com um esforço muito semelhante: são cinco caças F-16 e um reabastecedor KC-135.

A delegação, entre pilotos e equipes de manutenção, terá em torno de 90 militares.

Essa é a quarta vez que o Chile participa da CRUZEX.

O Peru trará quatro caças A-37 e quatro caças Mirage 2000, com uma comitiva em torno de cem militares.

A França participa com um cargueiro C-235; o Canadá com dois cargueiros CC-130J; e o Uruguai com quatro caças A-37.

A Força Aérea Brasileira desloca para a Ala 10 em torno de 70 aeronaves de múltiplas aviações, além dos caças AF-1 da Marinha do Brasil, que participam pela primeira vez do exercício.

Imagens: Roberto Caiafa, Força Aérea Peruana, FAB

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