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Entrevista LAAD 2019

M. Collins (BAE): "O futuro da BAE no Brasil passa pela busca por parceiros"

Marc Collins é vice presidente de Desenvolvimento de Negócios da BAE Systems nos Estados Unidos

Marc Collins é vice presidente de Desenvolvimento de Negócios da BAE Systems nos Estados Unidos

06/04/2019 | Rio de Janeiro,RJ

Roberto Caiafa

O executivo Marc Collins é vice presidente de Desenvolvimento de Negócios da BAE Systems nos Estados Unidos, e na LAAD 2019 ele falou com Infodefensa sobre os principais programas militares brasileiros que contam com a participação da empresa, que atua no Brasil há mais de 50 anos com equipamentos em serviço nos domínios terrestre, marítimo e aéreo.

A BAE Systems tem o compromisso de fornecer soluções de defesa por meio de parcerias locais e transferência de tecnologia. A empresa já fornece ao Brasil artilharia, canhões navais, veículos blindados e sistemas de guerra eletrônica, Navios Patrulha da Classe Amazonas e o Sistema de Gerenciamento de Combate Artisan 3D e DNS-2 no porta-helicóptero  Atlântico (antigo HMS Ocean).

Quais os principais "targets" da BAE Systems na LAAD 2019?

A nossa divisão nos Estados Unidos, Plataform and Services, atende o setor de carros de combate e blindados, especialmente sobre lagartas, canhões navais, reparação e apoio de navios e fabricação de munições. Além dos Estados Unidos, temos a fabricação de canhões navais e blindados sobre lagartas na Suécia também. O nosso objetivo na LAAD 2019 é de mostrar as nossas capacidades desde o desenho e manufatura de veículos de combates e armas navais, até as atividades de outros setores da empresa como o setor Maritime (UK), especializado no design, projeto e construção de navios, e o setor americano Eletronic Systems, que trabalha com todo tipo de sistemas eletrônicos sofisticados. Plataform and Services tem atuado nos projetos atuais do Exército Brasileiro,e vislumbra parcerias de longo prazo, mantendo a presença da BAE Systems no mercado brasileiro, oferecendo suporte fundamental em áreas como industrialização local e desenho de veículos de combate.

Com relação ao tema blindados sobre lagartas, quais são os principais programasem curso?

Na atualidade, a BAE Systems trabalha na entrega dos 32 obuseiros VBCOAP M-109 A5 modernizados, um acordo FMS entre o Governo dos Estados Unidos e Governo Brasileiro onde a BAE Systems entra como principal contratada para remanufaturar e atualizar esses howitzers com novas tecnologias embarcadas similares aos equipamentos digitalizados usados na versão M-109 A6 Paladin do US Army. Um exemplar desse howitzer está exposto no estande da BAE Systems durante a LAAD 2019. Outro programa importante, que anota mais de 350 blindados entregues, é a modernização dos M-113 para o padrão BR, um trabalho executado com muita competência pelo Parque Regional de Manutenção 5 do Exército em Curitiba, e que conta com o nosso apoio. Com respeito ao Corpo de Fuzileiros Navais, a BAE Systems entregou ao CFN 23 veículos CLANF modernizados para o padrão AAV-7A1 e agora mantém, pelo período de um ano, conforme especificado em contrato, um serviço de suporte ao cliente (field service representative) cobrindo o período de garantia dos veículos e apoiando a entrada em serviço.

Falando de futuro, o que a BAE Systems projeta para o mercado brasileiro de Defesa?

No futuro, a industrialização local e a busca de parceiros no Brasil, alavancando e desenvolvimento da Base Industrial de Defesa Brasileira através de parcerias de longo prazo é o nosso objetivo principal. Entendemos que o desenvolvimento da Indústria de Defesa do Brasil tem um componente político de prioridade na atual administração, e gostaríamos de participar nesse desenvolvimento. Sabemos desenhar e adaptar veículos de combate para os requerimentos de missão e performance de nosso clientes, e temos bastante experiência com joint ventures no exterior, o que facilita sobremaneira a construção de acordos de transferência de tecnologias para o cliente.

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