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Indústria de Material Bélico do Brasil

Exército Brasileiro avalia o fuzil de assalto 7.62mm IA2. 

Militar do Exército Brasileiro com o fuzil de assalto 7.62mm IA2.

Militar do Exército Brasileiro com o fuzil de assalto 7.62mm IA2.

18/06/2019 | Estambul

Victor M.S. Barreira

O Exército Brasileiro deverá concluir nas próximas semanas a avaliação operacional do fuzil de assalto 7.62mm IA2 desenvolvido pela empresa local IMBEL (Indústria de Material Bélico do Brasil). Este poderá resultar como uma solução adequada para tropas que operam em cenários que exigem fogo mais pesado.

A avaliação operacional do fuzil foi iniciada em Janeiro de 2019 e decorre no 1º Batalhão de Infantaria de Selva Aeromóvel (1º BIS Amv) em Manaus, 1º Esquadrão de Cavalaria Paraquedista (1º Esq C Pqdt) do Rio de Janeiro e 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (72º BI Mtz) de Petrolina.

Cada força recebeu para avaliação uma quantidade de fuzis em torno de 7.

Após a conclusão dos testes, será gerado um relatório de desempenho do material, que será encaminhado ao Centro de Avaliações do Exército (CAEx), o Exército Brasileiro informou.

Após os procedimentos burocráticos concluídos, o exército poderá contratar um lote piloto do fuzil. 

A avaliação técnica do fuzil no Centro de Avaliações do Exército foi realizada em 2018 e aprovada em Janeiro de 2019.

Para que um sistema de armamento seja considerado um Material de Emprego Militar (MEM), inicialmente, o mesmo deve ser submetido a uma avaliação técnica e, logo em seguida, a uma avaliação operacional, a força explicou. O Departamento de Ciência Tecnologia (DCT), por meio do Centro de Avaliações do Exército, emite posteriormente um parecer, este encaminhado para ao Comando Logístico (COLOG), para fins de homologação como MEM.A IMBEL já desenvolveu a versão carabina do 7.62mm IA2, cuja avaliação já foi realizada e aprovada pelo Centro de Avaliações do Exército como Produto Controlado do Exército (PCE).

O 7.62mm IA2 consiste principalmente em uma coronha rebatível ou coronha retráctil confeccionadas em polímero de alta resistência e com sistema simplificado de travamento e destravamento; carregador com capacidade para 20 munições; cano de aço forjado a frio de 390mm de comprimento com quebra chamas e zarelho rotativo; trilhos do tipo Picatinny para acoplamento de acessórios (lanterna táctica, punho com bipé, luneta e miras); selector de tiro com modos de semi-automático, automático e repetição; alça e massa de mira; janelas de refrigeração; tampa da caixa da culatra; guarda-mato e gatilho; zarelho anterior; guarda-mão com chapa defletora e isoladora de temperatura; punho ergonómico; e bandoleira.

O fuzil permite o acoplamento de lançador de granadas de 40x46mm, supressor de ruídos e faca de campanha. Este possui comprimento de 1000mm com coronha aberta e estendida e peso de 4.03 kg sem carregador e acessórios. 

O exército adotou em Outubro de 2013 o fuzil de assalto 5.56mm IA2 para substituir de modo gradual os modelos 7.62mm M964 FAL e 5.56mm M964A1 MD1 PARAFAL produzidos pela IMBEL. O fuzil é também parte integrante do sistema COBRA (Combatente Brasileiro), um projecto que pretende modernizar o soldado do exército no âmbito do Programa Estratégico do Exército "Obtenção da Capacidade Operacional Plena" (Prg EE OCOP).

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