Brasil define segundo lote de caças Gripen em 26 aeronaves e paralisa desenvolvimento do míssil A-Darter
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Brasil define segundo lote de caças Gripen em 26 aeronaves e paralisa desenvolvimento do míssil A-Darter

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O brigadeiro-do-ar Carlos de Almeida Baptista Jr, comandante da Força Aérea Brasileira (Imagem: Roberto Caiafa)
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No dia 23 de maio, Infodefensa viajou a Brasília, atendendo a convite do Comando da Aeronáutica, para uma entrevista onde o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Jr expos um detalhado painel da instituição e também revelou informações inéditas, a aprimeira delas, o segundo lote de caças Gripen será, segundo meta pretendida pela Força Aérea Brasileira, de 26 exemplares, totalizando uma frota de 66 aviões Saab Gripen E/F.  Segundo Baptista Jr, essa é a prioridade número um do seu comando. 

Os aviões biplaces, que originalmente seriam produzidos parte na Suécia parte no Brasil, totalizando oito unidades,  agora serão produzidos em Linkoping, reduzindo riscos de desenvolvimento e produção dessas aeronaves. 

Essa mudança industrial não deverá interferir no processo de transferência tecnológica e, acredita-se, na produção de aeroestruturas e componentes oriundos da Saab Aeroestruturas e Montagens, fábrica instalada em São Bernardo do Campo (SP).

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O 2º lote de caças Gripen pretendido pela FAB deverá alcançar 26 aviões. Imagem: Roberto Caiafa

Baptista Jr também confirmou a posse, no Brasil, de mísseis BVR MBDA Meteor, estocados e prontos para emprego nas aeronaves já entregues, além dos equipamentos destinados a treinamento e suporte do ciclo de vida desse material de emprego militar altamente tecnológico.

Outra confirmação, o míssil A-Darter não seguirá para a etapa final de industrialização devido a crise econômica na África do Sul, que afetou seriamente as empresas de defesa sul-africanas, entre elas a Denel, contratada para desenvolver esse sofisticado míssil ar-ar de 5ª geração em parceria com empresas brasileiras. 

Sem o investimento do parceiro sul-africano, a Força Aérea Brasileira ficou sem recursos e tempo para realizar a industrialização sozinha. 

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A brasileira Mectron, uma das empresas responsáveis pela parte brasileira do desenvolvimento, faliu há alguns anos, o que só complicou a situação. 

Isso permitiu ao fornecedor alemão Diehl Defence entregar seu míssil Iris-T de 5º geração, de tecnologia de matriz ativa e capacidade de vetoração de empuxo, nos prazos determinados pela FAB. 

Ambos, Meteor e Íris-T, já são mísseis integrados ao Gripen E.

Todos os dados gerados no desenvolvimento do A-Darter, e tudo necessário para a sua industrialização em termos de documentação, foi entregue formalmente a Força Aérea Brasileira em 2019 pela Àfrica do Sul.

KC-30 / Airbus A330 MRTT

Primeiro tema exposto pelo comandante da Força Aérea, a compra das aeronaves KC-30 ou Airbus A330 MRTTestá na etapa de entrega do 1º avião, dentro do prazo de 90 dias estabelecido com a empresa vencedora da licitação, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

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O primeiro A-330 seguirá ainda em 2022 para Getafe, onde será convertido para MRTT (Imagem: Roberto Caiafa)

De fato, é necessário corrigir uma informação anterior, o avião vai passar por um extenso Check-C (revisão completa) na Jordânia, e não necessariamente ou somente será pintado naquele País, escolhido pela companhia aérea justamente por atender o tempo exigido em contrato. 

A pintura do avião, inclusive, poderá ser feita em outro País.

A previsão é que essa aeronave retorne ao Brasil no mês de julho, quando será recebida na Base Aérea do Galeão e apresentada oficialmente.

Ao mesmo tempo que esse planejamento vai sendo cumprido, a Força Aérea já tem uma equipe na Espanha, em Getafe, discutindo os valores e termos do contrato com a Airbus Defense and Space.

No 2º semestre de 2022, começa o processo de conversão em Getafe, na Espanha, local onde o 1º KC-30 da FAB vai receber todo o equipamento de reabastecimento em voo, sistemas associados e modificações que o elevarão a versão Multi-Role Transporter and Tanker (MRTT).

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O MRTT reabastece aviões, transporta passageiros e carga e pode ser convertido em hospital voador (Imagem: Roberto Caiafa)

Após a conclusão desses trabalhos, o avião retorna ao Brasil em meados de 2024, ocasião em que os pilotos, tripulantes, mecânicos, técnicos e pessoal de solo completarão o treinamento e qualificação na aeronave.

O contrato com a Airbus inclui um Suporte Logístico Contratado (CLS) de dois anos, renováveis por mais 5 anos, garantindo uma introdução em serviço segura e com alta disponibilidade operacional. 

A compra e conversão dos dois KC-30, treinamento de pessoal e suporte envolveu um recurso orçamentário avaliado em R$ 500 milhões.



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