Brasil pede que Embraer retome negociações e insiste em reduzir pedido de aeronaves KC-390 para 15
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Brasil pede que Embraer retome negociações e insiste em reduzir pedido de aeronaves KC-390 para 15

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hefe da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Jr.
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Durante o encontro entre o chefe da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Jr., e diversos veículos de comunicação, incluindo o Infodefensa.com, um dos principais temas foi o avião de transporte Embraer KC-390 e a polêmica sobre o número de aeronaves que serão compradas.

"O que está contratado atualmente são 22 aviões, mas já chamamos a Embraer para reiniciar o processo de redução para 15, o que só será feito se for acordado", disse Baptista Jr. ao Infodefensa.com. Ele acrescentou: "Se eles não aceitarem a redução para 15, vamos reduzir mais 5% do valor do contrato, o que deve significar a redução de mais uma aeronave".

O chefe da FAB se refere aos 5% que o Brasil ainda tem a seu favor para modificar unilateralmente o acordo com a Embraer: a lei brasileira só permite alterações contratuais sem consenso entre as partes de até 25% e a redução de 28 para 22 aeronaves - com a consequente diminuição da taxa de produção para um mínimo anual - já significava utilizar 20% dessa margem.

No final de 2021, quando era conhecida a intenção da Força Aérea de reduzir seu pedido original do modelo KC-390 pela metade, a Embraer não escondeu sua indignação e até ameaçou entrar com ação judicial, apesar de em entrevista ao Com Nesse meio, o presidente da Embraer Defesa e Segurança negou uma disputa com a FAB.

Assim, muito teria que ter mudado nos últimos sete meses para que a empresa aceitasse a modificação inicialmente solicitada pela Aeronáutica. Diante desse cenário, hoje, o mais provável é que o Brasil acabe adquirindo 21 aeronaves.


533045Na renegociação atual com 22 exemplares, os prazos de entrega seriam dilatados até de 2034. Foto: R. Caiafa

Primeiro lote de 15 aeronaves

Segundo o comandante da FAB, o consenso do Alto Comando é que o número de 15 aeronaves representa a capacidade financeira que a instituição teria neste momento para receber as aeronaves e ainda ajudar a Embraer a manter a linha de produção aberta.

De fato, de acordo com as declarações de Baptista Jr., a Força Aérea vê essa renegociação do programa KC-390 como um novo plano de compras em lotes, como está sendo negociado atualmente no caso do Saab F-39 Gripen. "A Força Aérea quer comprar o KC-390 em lotes, o primeiro de 15 aeronaves", disse.

Isso não acontece sem obstáculos, sendo o mais conhecido o aumento do custo unitário, devido ao número limitado de motores, aviônicos e outros sistemas que precisam ser adquiridos de fornecedores em prazos de entregas que, uma vez perdidos, complicam muito a produção.

533045O Embraer KC-390 Millennium. Foto: Roberto Caiafa




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