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Industria naval de defensa

Abimde e Emgepron se unem em um cluster de tecnologia no Rio de Janeiro

O dique seco do AMRJ pode receber navios militares de grande porte.

O dique seco do AMRJ pode receber navios militares de grande porte.

19/10/2019 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

A ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) e a EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais) anunciaram esse mês um acordo de cooperação para a construção do Cluster Tecnológico Naval de Defesa do Rio de Janeiro.

O Cluster visa aquecer o mercado de construção naval e incentivar o desenvolvimento das indústrias de Defesa, explorando a vocação tradicional da região.

O Cluster é um grupamento estratégico de empresas com atividades afins e, preferencialmente, com atuações geograficamente próximas que visa aquecer o mercado, incentivar a produção de novas tecnologias, movimentar a economia do segmento e gerar um retorno em escala crescente.

De acordo com o vice-presidente da ABIMDE, almirante Rodrigo Otavio Fernandes de Hônkis, o Cluster Naval do Rio de Janeiro tem como objetivo explorar as potencialidades da região, já que o município, por sua essência e características, tem a construção naval como sua vocação.

Para o dirigente, ao se estabelecer uma estrutura de governança para coordenar a cadeia produtiva e as ações que serão desenvolvidas em determinada localidade, surgem também vantagens para as indústrias deste cluster.

“A união de empresas, cujas atividades se complementam, pode gerar, por exemplo, a redução de custos em seus processos e a redução de tributos junto ao governo do Estado. Quando você cria condições para que indústrias que atuam no mesmo setor se desenvolvam, você gera oportunidade de negócios e lucro para todos. E essa é a ideia central do Cluster, ou seja, retomar a vocação da construção naval do Rio de Janeiro e aproveitar as oportunidades”, afirma.

O Cluster Tecnológico Naval de Defesa do Rio de Janeiro está dividido em dois polos: o da Baía de Guanabara e o da Baía de Sepetiba.

“A Baía de Guanabara tem em sua vocação a construção de embarcações de todos os portes, desde o transporte de cabotagem até a indústria de óleo e gás. Já a Baía de Sepetiba, destaca-se por integrar a construção do estaleiro e da base de Submarinos da Marinha. O primeiro submarino, Riachuelo (S40), inclusive, já foi concluído e deverá iniciar em breve seus testes de porto e de mar”, diz o almirante.

O acordo de cooperação entre a EMGEPROM e a ABIMDE prevê que a associação apoie, a partir de agora, todas as ações do Cluster, fazendo, principalmente a divulgação das próximas etapas para as suas empresas associadas.

O objetivo é contribuir para que a Base Industrial de Defesa aproveite essas oportunidades que serão geradas pela “economia do mar”.

Para a associação, trata-se de uma grande chance de crescimento para as indústrias e o resultado esperado é o aumento da produtividade, a geração de empregos e o impulsionamento da economia no setor de Defesa, por meio, por exemplo, de vantagens tributárias que poderão ser concedidas pelo Estado que abriga o Cluster.

O vice-presidente da ABIMDE conta que o governo do Estado do Rio de Janeiro já está envolvido na construção do Cluster e sinalizou a redução de impostos como o ICMS cobrado de algumas mercadorias ligadas ao setor de construção naval.

Imagens: AMRJ/Marinha do Brasil/ABIMAQ

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