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AMÉRICA | Defensa
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Acordo foi firmado por Bolsonaro durante viagem oficial aos EUA

Governos do Brasil e Estados Unidos oficializam acordo para projetos de defensa

Trump e Bolsonaro assinaram o acordo em Miami, Flórida.

Trump e Bolsonaro assinaram o acordo em Miami, Flórida.

12/03/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

O governo brasileiro assinou com os Estados Unidos, no último domingo (08/03), acordo para desenvolvimento de projetos na área de Defesa.

Pelos termos desse documento, o Brasil pode ter acesso a um fundo de desenvolvimento de tecnologia para defesa que chega a US$ 100 bilhões.

O acordo pode ainda ajudar o Brasil a capacitar sua indústria e abrir o mercado norte-americano para a Base Industrial de Defesa brasileira.

Denominado RDT&E (sigla em inglês para pesquisa, desenvolvimento, testes e avaliação), esse programa prevê a possibilidade de parceria em projetos para tecnologias de defesa, com o intuito de criar produtos cujas patentes serão divididas entre os dois países e exploradas pelas empresas desenvolvedoras.

O financiamento é público e precisa ser dividido entre os dois países, mas o desenvolvimento das pesquisas será feito por empresas privadas.

Empresas brasileiras e americanas poderão se associar para desenvolver tecnologias e se candidatar ao financiamento pelo fundo.

O acordo não prevê um valor obrigatório de financiamento, e os custos serão divididos entre os dois países, apesar da diferença nos tamanhos das economias e dos orçamentos das duas nações.

No entanto, na questão tecnológica, o aporte de tecnologia inicial não precisará ser igual, o que, segundo o governo brasileiro, poderá trazer mais capacitação para a indústria nacional de defesa, que tem hoje 220 empresas, entre elas as gigantes Embraer, Taurus, Avibras Aeroespacial e Defesa e Companhia Brasileira de Cartuchos.

Em sua grande maioria, as empresas de defesa brasileiras são de médio ou pequeno porte.

O Brasil exporta produtos de defesa hoje para 85 países, com vendas de US$ 1,23 bilhão em 2019.

A meta do governo, no entanto, é abrir mais mercados, especialmente o americano, maior do mundo.

Outro objetivo declarado é vender para os 28 países membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), de quem o Brasil se tornou aliado extra-bloco no ano passado por incentivo dos americanos.

Quase todos esses países têm acesso ao fundo americano de defesa.

"Quero ressaltar que o acordo que assinamos hoje vem a somar com o que aconteceu em 2019, quando depois de 20 anos tivemos a aprovação do acordo de salvaguardas tecnológicas (para uso da base de Alcântara). Em seguida fomos reconhecidos como aliados extra-Otan. Esse é mais um acordo inédito", disse o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

A assinatura desse acordo é tida como ponto alto da viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos.

Apesar de a negociação ter começado na verdade em 2017, ainda no governo de Michel Temer, ela tomou mais fôlego no ano passado, quando Bolsonaro, que tem interesse especial na área e abriu uma política de alinhamento com os EUA, assumiu o governo.

A cooperação na área de defesa e inteligência é um dos pontos centrais das relações entre Brasil e Estados Unidos no momento em que empresas chinesas almejam implementar sua tecnologia 5G no mercado brasileiro, algo que os Estados Unidos tentam impedir ao redor do mundo através de uma intensa guerra comercial com o Governo Chinês.

Vea el documento completo haciendo clic aquí.

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