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Relatório especial da Infodefensa.com

AGR, o arsenal de guerra do Exército Brasileiro (2)

Vista do galpão do AGR onde são revitalizados os morteiros pesados de 120 mm

Vista do galpão do AGR onde são revitalizados os morteiros pesados de 120 mm

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26/06/2020 | Rio de Janeiro, RJ

Roberto Valadares Caiafa

Na continuação do artigo sobre o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (AGR), mostraremos como funciona o setor de produtos e serviços, começando pelos itens ou armamentos fabricados e ou/recuperados naquela organização, como por exemplo, o morteiro pesado de 120 mm (raiado), o morteiro médio 81 mm, o morteiro leve 60 mm, a passadeira flutuante de alumínio, o grupo gerador 15 KVA e a viatura reboque especial engenharia de 1,5 tonelada.

O Morteiro Pesado M2 Raiado é uma arma de grande mobilidade, tanto rebocado por viaturas ¾ de tonelada como transportado por avião/helicóptero ou lançado por paraquedas. Utiliza munição 120mm de alma lisa ou raiada e tem um alcance de 12 km.

É um armamento desenvolvido pelo Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro, sendo composto de três partes principais: tubo-canhão raiado, reparo com trem de rolamento e placa-base.

Um lote de 200 deles foi fabricado pelo AGR entre 2007 a 2013 e agora os primeiros 59 estão sendo revitalizados e retornados para o setor operacional.

Trinta já foram entregues em julho de 2019 e na atualidade o AGR está trabalhando outros 29 desses morteiros.

O Morteiro Médio 81 mm é uma arma de alma lisa, de carregamento pela boca e de tiro curvo, com alcances entre 100 m e 5.800, sendo dividido em 03 conjuntos principais, o tubo, o reparo-tripé e a placa base.

Obtido por meio de engenharia reversa de um consagrado modelo europeu dessa arma, alcançou a marca de 29 exemplares fabricados entre 2018 e 2019, e mais 49 deverão ser entregues em 2020, com uma previsão para mais 12 unidades em 2021.

A engenharia reversa foi o mesmo caminho adotado pelo Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro para obter, através do AGR, um Morteiro Leve 60 mm com alcances entre 100 m e 2.200 m.

Os protótipos foram avaliados em 2012 e 2013, e na sequência uma pequena série foi produzida e preparada para emprego.

Em 2020 existe a previsão para aquisição de munição e assim realizar uma avaliação desse lote piloto, com a consequente encomenda de mais lotes dessa arma em 2021/2022.

A Passadeira Flutuante de Alumínio é um equipamento leve de transposição de cursos d'água para tropas a pé nas operações ofensivas, utilizado pelas tropas de engenharia de combate.

Devido à sua versatilidade é bastante empregada em ações de apoio à defesa civil.

Fabricada, na maior parte, em alumínio, cada equipagem possui os itens de acessórios necessários para montar até 144 metros de passadeira em rios com correnteza de até 3,3 m/s.

A Viatura Reboque Especializado de Engenharia suporta 1.500 kg e transporta tanto os painéis tabuleiros utilizados na montagem de passadeiras como o grupo gerador 15 KVA fabricado pelo AGR e destinado ao apoio logístico de fornecimento de energia elétrica em diferentes terrenos e condições climáticas.

Esses geradores possuem tecnologia “brushless” e são fornecidos com painel de controle digital, assim um regulador eletrônico de tensão permite manter o fornecimento de energia nos padrões semelhantes ao das concessionárias de distribuição de energia.

Os rádios Falcon III Harris no AGR

Adotados em quantidades crescentes, os rádios digitais Falcon III Harris são recebidos/montados (processo CKD) para distribuição e posteriormente manutenidos pelo AGR em salas especialmente preparadas e equipadas.

O moderno rádio de campanha VHF RF-7800V permite comunicações por voz e dados em banda larga.

O transceptor RF-7800V tem a capacidade de transmitir/receber dados de alta velocidade até a taxa de 192kbps, na faixa de freqüências de 30 MHz a 108MHz, com 50 Watts de potência, tornando-o um avançado transceptor militar em VHF operando na faixa de 1,6MHz a 30MHz.

Esse equipamento foi introduzido no Exército Brasileiro a partir de 2012, sendo empregado originalmente na Missão Brasileira da ONU no Haiti.

A família Falcon de sistemas de rádios táticos definidos por software compreende, no Exército Brasileiro, rádios portáteis, rádios de mochila e rádios veiculares.

A série Falcon III foi concebida para o atendimento aos modernos requisitos da rede integrada de rádios táticos (JTRS - Joint Tactical Radio Systems), bem como para as operações em redes centralizadas, conferindo interoperabilidade/compatibilidade internacional e segurança de uso com encriptação avançada.

Imagens: Roberto Caiafa/Harris

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