A Marinha do Brasil testa o sistema SIC2CFN, que será concluído em outubro
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A Marinha do Brasil testa o sistema SIC2CFN, que será concluído em outubro

O SIC2CFN possui quatro módulos: Gestão do Campo de Batalha, Artilharia, Comunicações, Guerra Eletrônica.
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A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) da Marinha do Brasil realizou a Operação Formosa 2019, de 8 a 17 de julho, no Campo de Instrução de Formosa (CIF), em Goiás.

A novidade do evento este ano foi a utilização (em caráter de testes) do recém-adquirido Sistema Integrado de Comando e Controle do Corpo de Fuzileiros Navais (SIC2CFN), um sistema que tem por objetivos facilitar o gerenciamento das ações no campo de batalha, possibilitar a obtenção de dados, viabilizar a comunicação entre os elementos de combate e realizar ações de guerra eletrônica contra forças adversas. Segundo o CMG FN R1 Cícero, gerente do Programa, o sistema só estará completo em outubro próximo, quando será testado em sua plenitude durante a Operação Dragão 2019.

O SIC2CFN é composto por quatro módulos, o de Gestão do Campo de Batalha, o de Artilharia, o de Comunicações e o de Guerra Eletrônica.

“Por ser eletrônico é importante para termos a informação em tempo real, utilizando, inclusive, imagens de satélites onde temos os acompanhamento das nossas tropas”, destaca o Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Leonardo Puntel.

Trata-se do Estado da Arte em Comunicações, Comando e Controle e Gerenciamento do Campo de Batalha, mais os módulos de Logística, Inteligência de Sinais (SIGINT), e de comunicações (COMINT), de Artilharia (integrado ao Sistema Gênesis da Imbel, para controle do tiro de Artilharia).

O sistema pode receber anexos para veículos aéreos não tripulados e seus sensores, comunicações satelitais e georeferenciamento de toda a tropa em carta digital, em tempo real (dentre outras possibilidades).

Operação Formosa 2019

Considerado o maior exercício realizado pela Marinha do Brasil no Planalto Central, a Operação Formosa visa manter as condições de pronto emprego dos Fuzileiros Navais.

Em 2019, o exercício envolveu cerca de 1.800 militares, empregando aeronaves, veículos blindados, carros lagarta anfíbios (CLAnf), mísseis superfície-ar (MSA), aeronaves remotamente pilotadas (ARP), obuseiros de artilharia e lançadores múltiplos de foguetes ASTROS.

Todos os armamentos e sistemas de armas empregaram munição real.

Durante o treinamento, o CFN também testou um protótipo do seu novo uniforme, mais claro e em padrão pixelizado digital, e empregou operativamente pela primeira vez a nova geração de carros CLAnf no padrão Reliability, Availability, Maintainability/Rebuild to Standart (RAM/RS).

Esse novo padrão RAM/RS supera, em todos os aspectos, as gerações anteriores.

Possui motor mais potente, nova transmissão e sistema de suspensão atualizado, oferecendo melhor mobilidade, maior velocidade, facilidade de operação e condições de conforto e segurança à tropa embarcada

Os blindados 8x8 MOWAG Piranha III apresentaram novo padrão de pintura, sendo que algumas unidades foram observadas usando a torreta Allan Platt 555-MR, completamente fechada para maior proteção do atirador da metralhadora.

Dois caças AF-1 Falcão modernizados, do Esquadrão VF-1, um mono e um biplace, executaram ataques com lançamento de bombas de emprego geral, abrindo o caminho para o ataque dasforças blindadas e mecanizadas.

Essas tropas contaram com o apoio de fogos da artilharia e seus obuseiros Light Gun de105 mm..

A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) é responsável por coordenar a área operativa dos Fuzileiros Navais na Marinha do Brasil.

A Força realiza anualmente uma ampla gama de exercícios, a fim de preparar seus militares para atuar em diferentes tipos de conflito, desde os de alta intensidade, tais como as guerras convencionais, até em operações de caráter humanitário e de paz.

Imagens: Roberto Caiafa



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