Saab está empenhada em introduzir tecnologias de construção naval com materiais compósitos no Brasil
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Saab está empenhada em introduzir tecnologias de construção naval com materiais compósitos no Brasil

A multinacional se oferece para participar do setor em parceria com estaleiros privados ou estatais
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Em 2017 a Saab ofereceu formalmente dois navios caça-minas de 2ª geração, da classe Landsort / Koster, retrofitados, a Marinha do Brasil. Imagem: Roberto Caiafa
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O estaleiro Saab Kockums foi uma das empresas expositoras no Navalshore 2022, feira naval que aconteceu no Rio de Janeiro, Brasil, entre os dias 16 e 18 de agosto. Especializado na construção e reparação de navios, o estaleiro tem sua sede em Malmö, e estaleiros em Karlskrona e Muskö, na Suécia.

“Estamos na NavalShore 2022 associados ao Cluster Naval do Rio de Janeiro, junto às demais empresas que integram essa iniciativa, para ampliar as conversas e parcerias que contribuam para o desenvolvimento do mercado interno marítimo”, ressaltou Pieter Verbeek, diretor sênior de desenvolvimento de negócios da Saab do Brasil “Um dos objetivos da Saab é participar ativamente do ramo da construção naval militar, em parceria com estaleiros privados ou estatais, abrangendo navios de patrulha costeira e de patrulha oceânica. Também buscamos introduzir, no Brasil, a tecnologia de construção de navios em materiais compósitos, com destaque para os caça minas, um tipo de navio que o atual conflito na Ucrânia vem demonstrando ser essencial para a garantia da livre circulação de mercadorias pelo mar”. 

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A evolução na tecnologia de navios caça-minas suecos. Imagem: Roberto Caiafa.

Verbeek ainda citou a expertise da empresa para a construção de diversos tipos de lanchas, como para serviços de praticagem, emergências médicas, salvamentos e segurança de águas interiores e instalações portuárias. “As Combat Boat CB90 já foram testadas na Amazônia, pelo Exército e pelo Corpo de Fuzileiros Navais. É uma embarcação muito versátil em desembarques e ações de forças especiais, e podem ser fabricadas no Brasil caso exista demanda suficiente para isso.”

Em relação à indústria de construção naval militar, Verbeek disse que tem visto o despertar de um novo ciclo no Brasil, com a contratação das novas fragatas para a Marinha. “A Saab está apostando que esse contrato vai ser o estopim para a construção de novos navios, em estaleiros nacionais, abrindo oportunidades também para outros de seus produtos, como radares de vigilância e direção de tiro.”

ViksbyEm 2017 a Saab ofereceu formalmente dois navios caça-minas de 2ª geração, da classe Landsort / Koster, retrofitados, a Marinha do Brasil. Imagem: Roberto Caiafa.

A Saab apresentou no seu estande algumas soluções e tecnologias como material composto usado para a construção de navios de guerra e de superestruturas de diversos tipos de embarcações, com vantagem na redução de peso e economia na manutenção. Essa tecnologia é empregado pelo estaleiro na construção de sistemas Caça Minas que incluem não só o navio como veículos não tripulados militares e comerciais da Saab SeaEye”, contou Verbeek.

A SeaEye produz veículos robóticos subaquáticos elétricos e não tripulados em uso no mercado de óleo e gás brasileiro. “Já são dez sistemas, operando em uma ampla variedade de situações e serviços aqui, no país. Em todo o mundo, a Saab foi pioneira no setor offshore e já possui mais de 900 unidades entregues. Seus veículos também são frequentemente utilizados para pesquisa científica, aplicações militares e para a inspeção de observação e trabalhos ambientais”, destacou o executivo.

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Os veículos robóticos subaquáticos elétricos e não tripulados da Saab SeaEye. Imagem: Saab.



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