A Artilharia Brasileira e o desafio de reverter o abismo entre o moderno e o obsoleto
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A Artilharia Brasileira e o desafio de reverter o abismo entre o moderno e o obsoleto

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O obuseiro M-114 apresenta um peso excessivo e demanda muitos militares para a sua operação. Foto: Roberto Caiafa
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A Artilharia é o principal meio de apoio de fogo da Força Terrestre. Suas unidades e subunidades podem ser dotadas de canhões, obuseiros, foguetes ou mísseis. 

Tem por missão apoiar a arma-base pelo fogo, destruindo ou neutralizando os alvos que ameacem o êxito da operação. Na atualidade, e acompanhando a evolução dos tempos, a Arma de Artilharia do Exército Brasileiro (EB) organiza-se em quatro modalidades: de Mísseis e foguetes, de Campanha, Antiaérea e de Costa.

A Artilharia Antiaérea, componente terrestre da defesa aeroespacial ativa, realiza a defesa antiaérea de forças, instalações ou áreas.

A Artilharia de Costa participa da defesa contra operações navais inimigas em áreas marítimas próximas ao litoral ou em águas interiores.

A Artilharia de Campanha apoia por fogos unidades de Infantaria e demais forças no terreno.

A Artilharia de Mísseis e Foguetes, de caráter estratégico, e o máximo poder de fogo em termos de dissuassão continental, com seus mísseis de cruzeiro e foguetes de submunições.

Artilharia   salva 155mm no alvoImpactos de 155mm destroem as forças vermelhas, protegendo as forças brancas. Foto: Roberto Caiafa

As características cruciais da Artilharia são a precisão e a rapidez para destruir ou neutralizar as instalações, os equipamentos e as tropas inimigas localizadas em profundidade no campo de batalha.

Possui uma gama variada de materiais, que equipam suas organizações militares, para o cumprimento das missões de apoiar pelo fogo as Armas-bases, realizar a defesa antiaérea e defender a costa. 

Além disso, o Alto Comando do Exército Brasileiro tem procurado apoiar continuamente as atualizações dos Sistema de Levantamento Topográfico, Busca de Alvos, Observação e Direção de Tiro das unidades de Artilharia.

Artilharia   obuseiro M 114 e reboque ww constelattion 6x6Artilharia de Campanha Auto-Rebocada com obuseiros de 155mm M-114. Foto: Roberto Caiafa

Ao lado de armamentos que há várias décadas são dotações de nossas organizações militares de Artilharia, observam-se equipamentos que possibilitam novos padrões de eficiência operacional à Arma. 

Destacam-se o obús 105 mm/C 14 M56 Oto Melara, orgânico das unidades de Artilharia das brigadas de grande mobilidade, como a Paraquedista e a Leve; o sistema Avibras Aeroespacial Astros de saturação de fogos, empregadas pelas unidades de Mísseis e Foguetes e na Artilharia de Costa; o Obuseiro 105mm Royal Ordnance L118 Light Gun e a VBOAP M 109 A5 Plus BR, que vêm ampliando a profundidade do apoio de fogo da Artilharia de Campanha; e o os modernos mísseis Saab RBS70 NG para a Artilharia Antiaérea.

A preocupação do Exército em incrementar seus meios de apoio de fogo demonstra bem a importância da Artilharia no campo de batalha. Seu papel, como no passado, continua inquestionável e fundamental.

Artilharia   Marechal Mallet arte EBO patrono da Arma de Artilharia é o Marechal Mallet, herói do Exército Brasileiro.

O Cenário atual

Se compararmos as fotografias de um obuseiro auto-rebocado M-114 de 155mm e de um lançador de foguetes e mísseis Astros, a disparidade tecnológica entre ambos fica terrivelmente evidente.

No entanto, e aparentemente, eles convivem harmoniosamente dentro da Artilharia do Exército Brasileiro, que mantem em serviço armas fabricadas nos Estados Unidos durante a Guerra da Coréia (1950/1953) operando lado a lado com foguetes de saturação de área e mesmo mísseis de cruzeiro modernos e que representam o estado da arte. E de fabricação brasileira.

Como reverter esse verdadeiro abismo tecnológico entre o que há de mais moderno e o que há de mais obsoleto na Arma de Artilharia do Exército Brasileiro, o grande desafio dos atuais gestores desses meios.

Artilharia   astros 7 Viatura lançadora do Sistema de Mísseis e Foguetes ASTROS, da Avibras Aeroespacial e Defesa. Foto: Roberto Caiafa

Enquanto o Astros, fabricado pela Avibras Aeroespacial, representa técnicas modernas de emprego de artilharia e gera postos de trabalho na indústria nacional, além de ser um campeão de vendas no exterior, os antigos obuseiros de campanha auto-rebocados M-114 (155mm) e M-101 (105mm) ainda sobrevivem por que boa parte da capacidade produtiva de munições de artilharia instalada no Brasil é voltada para atender esse material, considerado de baixo custo exatamente por ser... obsoleto.

Os Grupos de Artilharia de Campanha do Exército Brasileiro precisam urgentemente evoluir das técnicas, táticas e procedimentos padrão  da 2ª Guerra Mundial para um ambiente moderno onde essas armas possuem integração de sistemas digitalizados de comando controle e comunicações, sistemas de gerenciamento e controle de tiro digitais conectados em rede, e principalmente, alcance maior que o material atualmente em uso entrega, incluindo capacidade de disparar munições inteligentes guiadas.

O Genesis, projetado pela Imbel, é uma tentativa de trazer para a modernidade a Artilharia do EB em termos de sistemas de direção de fogos digitalizados.

Trata-se de um sistema computadorizado de direção e coordenação de tiro nível brigada, que objetiva substituir os métodos tradicionais, de forma a atender às necessidades de Apoio de Fogo das Armas de Infantaria, Cavalaria e Artilharia.

Sistema genesis


O  Genesis pode tornar mais eficiente a operação de armamento antigo, mas não consegue resolver problemas factuais como o baixo alcance desse material, se comparado com a média atual, que oscila entre 35 km a 45 km de alcance, incluindo aí o emprego de munição de alcance estendido tipo base bleed e petardos guiados inteligentes do tipo Excalibur.

Com os meios atuais, a média de alcance da artilharia brasileira fica em minguados 10/15 km, em condições ideais. No caso de condições meteorológicas adversas, esses valores podem diminuir mais ainda.

Organização

Os grupos de artilharia do Exército tem como missão apoiar as tropas pelo fogo, destruindo ou neutralizando alvos que ameacem o êxito de uma operação.

Os Grupos de Artilharia de Campanha ou Campanha leve são dotados com peças de artilharia como obuses, obuseiros e morteiros.

Artilharia   obuseiro M101A1Obuseiro Auto Rebocado M-101A1, do Exército Brasileiro. Foto: Roberto Caiafa

Os Grupos de Artilharia Antiaérea são dotados com equipamentos para defesa antiaérea capazes de abater aviões, helicópteros, mísseis e drones inimigos. O Exército dispõe apenas de equipamentos de defesa antiaérea de curto alcance.

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O míssil Saab RBS 70 NG, do tipo superfície-ar antiaéreo, no momento do disparo. Foto: Exército Brasileiro

Os Grupo de Artilharia Autopropulsado são equipados com peças de artilharia como obuses, obuseiros e morteiros montados sobre veículos e, portanto, com grande capacidade móvel.

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Os M-109A5 Plus BR modernizados pela BAE Systems são os mais capazes OAP do EB. Foto: Roberto Caiafa

Os Grupos de Mísseis e Foguetes são equipados com veículos lançadores de foguetes e mísseis do sistema Astros. 

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 Viatura Lançadora Astros MK6, que emprega chassis e powertrain Tatra Trucks. Foto: Roberto Caiafa

Material de Emprego da Artilharia Brasileira

O Sistema Astros é o mais sofisticado e temido sistema de artilharia de longo alcance na América Latina, sendo capaz de bater alvos a mais de 90 km de distância empregando a modalidade saturação de área com foguetes de sub munições, ou mais de 300 km com o míssil de cruzeiro.

Os dois grupos de mísseis e foguetes baseados no Forte Santa Bárbara alinham um total de 78 veículos entre lançadoras, postos de comando, viatura remuniciadora, viatura radar, viatura oficina e viatura meteorológica, perfazendo um total de oito baterias, quatro para cada unidade.

O Obuseiro Auto-propulsado M-109, na versão A5 Plus BR, alinha 40 exemplares modernizados nos Estados Unidos (tubo M248), acompanhados de mais 56 A5 Standard, e outros quarenta da versão A3, mais antigos e de menor alcance, mas ainda em operação.

Também entraram em serviço 40 viaturas blindadas remuniciadoras M992 A2, na proporção de uma unidade apoiando cada dois obuseiros auto propulsados M-109A5, dando novo alento a capacidade de combate e mobilidade das baterias.

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Obuseiros auto propulsados M-109A5 e viaturas remuniciadoras M992 A2 estocadas no P R Mnt 5 RM antes de serem distribuídas as unidades de artilharia autopropulsada. Foto: Roberto Caiafa

Do veteraníssimo obuseiro de campanha auto rebocado M-114, existem em uso na atualidade 92 unidades, rebocadas por caminhões pesados 6x6.

Completamente obsoleto para os padrões modernos, é no entanto uma arma confiável e excelente em ações defensivas, de fácil manutenção e o Brasil domina não só o ciclo de produção da munição, apresentando alcance útil médio de 12 km, como a manutenção pesada e fabricação de componentes indisponíveis no mercado, via Arsenal de Guerra de São Paulo.

Se o M-114 é um veterano, o M-101 é eterno na artilharia sul-americana. Fabricado aos milhares na 2ª Guerra Mundial, essa arma foi repassada em grandes quantidades a países aliados dos Estados Unidos no pós guerra.

O Exército Brasileiro opera na atualidade uma massa de 320 dessas armas veneráveis, confiáveis e extremamente simples de manter e operar. 

Apesar da gritante obsolência deverá permanecer em serviço por pelo menos mais duas décadas, completando praticamente um século em serviço ativo na Arma de Artilharia!

Constantemente atualizada, a versão usada pelo Brasil possui ópticos de pontaria nacionalizados, componentes consumíveis produzidos localmente e a munição para essas armas também é fabricada no País pela Base Industrial de Defesa.

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Obuseiro auto-rebocado de 105mm M-101 abre fogo. Foto: EB

O morteiro raiado pesado de 120mm M2 é um importante meio de apoio de fogo.

O modelo atual, fabricado pelo Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro (cerca de 400 em serviço), é um produto reverso do morteiro 120 MO-120 RT de origem francesa, do qual o Exército ainda possui cerca de 200 em uso.

No mais recente desenvolvimento dessa arma, para fins de treinamento, usa-se um tubo de morteiro 81mm inserido como subcalibre, barateando o treinamento já que a munição 81 é consideravelmente menos dispendiosa que a granada 120. 

Esses aperfeiçoamentos, introduzidos pelo AGRJ, tornam a arma extremamente popular entre os seus operadores no Exército Brasileiro.

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Morteiro 120mm M2 operado pela Infantaria Paraquedista. Foto: Roberto Caiafa

Mais dois modelos de obuseiros de 105mm, auto-rebocados e aerotransportáveis, são empregados pelo Exército Brasileiro.

O obuseiro auto-rebocado italiano Oto Melara M56 105mm é empregado por unidades de artilharia leve (aeromóvel), de selva e para-quedista, e oitenta deles estão em carga.  

Pela sua compacidade e menor peso, pode ser aerotransportado por helicópteros de manobra HM-4 Jaguar.

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Obuseiro Oto Melara M56 105mm em uso na Brigada de Infantaria Para Quedista. Foto: Roberto Caiafa

O outro tipo é o mundialmente conhecido obuseiro auto rebocado L118 Light Gun de 105mm, uma arma de grande reputação entre os exércitos ocidentais. 

Os 54 exemplares existentes são empregados no apoio de fogo as brigadas leves aeromóveis e também podem ser aerotransportados pelos HM-4 Jaguar

Essas armas apresentam um alcance médio de 16 km com munição de produção e até 23 km com munição de alcance extendido do tipo base bleed.

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Obuseiros Light Gun do Exército e dos Fuzileiros Navais disparam uma salva sincronizada em Formosa. Foto: Roberto Caiafa

A Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro, de forma lenta e com desenvolvimento nacional aplicado, vem buscando ampliar seu perfil de emprego operacional, hoje restrito a baixa altura e curto alcance. 

Os 38 cansados canhões antiaéreos geminados do tipo Oerlikon 35mm/diretora de tiro Fledermaus estão sendo paulatinamente desativados, após décadas em serviço. 

O mesmo detino deverão ter a dupla Bofors L70 40mm/diretora de tiro EDT FILA, fabricadas no Brasil pela Avibras nos anos 80 do século passado. Ainda encontram-se em carga 24 desses antigos canhões antiaéreos de fogo rápido.

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Canhão Bofors L70 de 40mm com mira óptica ampliada e sua guarnição. Foto: Roberto Caiafa

Quanto ao KMW Gepard 1A2 armado com canhões geminados de 35mm Oerlikon, sua importância como arma antiaérea atualíssima ficou provada pelo seu grande sucesso abatendo drones kamikazes e Loitering munition de origem russa e iraniana ao defender instalações críticas como os vitais portos por onde os ucranianos exportam sua produção de grãos e recebem armamento enviado pela Aliança Atlântica NATO.

36 desses veículos foram adquiridos pelo Exército Brasileiro em 2011, juntamente com um grande lote de munições de 35mm, e com o emprego do Gepard no Brasil, verificou-se que o mesmo apresenta também excelente desempenho ao engajar alvos na modalidade solo-solo, sendo possível dotar os canhões com munição perfurante AP capaz de destruir veículos levemente blindados e danificar seriamente sensores de carros de combate.

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A valiosa e desejada munição de 35mm do Gepard 1A2. Foto: Roberto Caiafa

Distribuidos pela região sul do Brasil, esses veículos foram empregados na defesa antiaérea de diversas arenas esportivas durante a Copa FIFA 2014, e durante os Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro. 

Possuem alcance nominal de cinco quilômetros e podem abater alvos a até quatro mil metros de altitude, em condições ideais de emprego. O radar de busca e o radar diretor de tiro, ambos tem 15 km de alcance.

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O KMW Gepard 1A2 atira pela primeira vez no Brasil em 2011. Foto: Roberto Caiafa

No setor de mísseis superfície-ar, ainda existem em serviço uma quantidade apreciável de MANPADS SA-18-24/9K38 Igla-S de origem russa com alguma vida útil, mas devido a situação de conflito na Ucrânia e o embargo da comunidade internacional contra a Rússia, é pouco provável que o EB venha a adquirir novos estoques desses mísseis, abrindo caminho para que o sueco RBS 70/RBS 70 NG da Saab o substitua em definitivo como armamento padrão nos GAAAe do EB.

Desse sistema, o EB possui hoje cerca de 55 lançadores e uma quantidade não revelada de mísseis, mas sabe-se que o ultimo contrato divulgado envolveria a compra de 50 míssis do tipo NG, mais avançado.

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O Igla-S teve uma vida de altos e baixos na Artilharia Antiaérea do EB, mas seu uso deverá ser descontinuado. Foto: Roberto Caiafa

Para a detecção de alvos a baixa altura, o Exército dispoe do radar de projeto nacional SABER M60, da Embraer Defesa e Segurança. 

A segunda geração desse equipamento já está sendo entregue e apresenta maior confiabilidade, simbologia de apresentação melhorada e menor índice de apresentação de alvos falsos por horas de operação.

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O radar Saber M60 fornece um domo de detecção antiaérea até uma altitude de cinco mil metros e sessenta quilômetros de alcance. Foto: Embraer Defesa e Segurança

Esses radares, integrados as baterias antiaéreas através de veículos Agrale Marruá especialmente modificados como Centro de Operações Antiaéreas, oferecem uma eficiente cobertura de curto alcance com boa capacidade na detecção e gerenciamento de alvos, grande mobilidade em solo e capacidade de serem desmontados em cases de transporte militar para serem despachados para qualquer ponto do território que necessite de cobertura radar em campo.

Para a média altura, esá sendo desenvolvido o M200 Vigilante, na primeira versão, ainda um equipamento de baixa altura mas capaz de "ver" a 200 km de distância. 

A próxima versão, modificada para média altura e longo alcance, deverá ser capaz de detectar alvos há mais de 12 mil metros de altitude e mais de 200 km de distância, além de ser capaz de guiar mísseis contra esses contatos após a confirmação de sua hostilidade via IFF.

Essa versão, prevista para ser apresentada como protótipo em 2023, é denominada pela Embraer como M200 Multimissão.

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O radar M200 Vigilante no dia da sua apresentação na Embraer Campinas em 2021. Foto: Roberto Caiafa

Formação de Pessoal

Além da formação  que o militar de artilharia recebe na Academia Militar das Agulhas Negras (oficial) ou Escolas de Formação de Sargentos (graduados), cursos ao longo da carreira servem para manter e elevar o padrão operacional desse pessoal nos desafios tecnológicos de sistemas complexos e dispendiosos como o são os mísseis, foguetes, granadas e ogivas. 

A Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea (EsACosAAe) promove a formação de operadores radar, operadores míssil, operadores dos canhões e diretoras de tiro, dentre outras atividades curriculares que envolvem manter, manutenir, operar e combater com segurança e eficácia.

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Os primeiros MANPADS RBS 70 do EB foram entregues na EsACosAAe em 2014. Foto: Roberto Caiafa

Já o Centro de Instrução de Artilharia de Mísseis e Foguetes e uma unidade de ensino criada dentro do Programa Estratégico do Exército Astros, e que funciona no Comando de Artilharia instalado no Forte Santa Bárbara, em Formosa. 

O recurso humanos necessários para operar com segurança e eficácia esses  armamentos são preparados nessa escola para o emprego e logística do Sistema de Mísseis e Foguetes, além de contribuir para a formação da doutrina de emprego da Arma de Artiharia do Exército Brasileiro.

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Fachada do Centro de Instrução de Mísseis e Foguetes em Formosa. Foto: Roberto Caiafa

Outra tecnologia atual que o Exército Brasileiro utiliza para formar e treinar artilheiros é a Simulação, seja Virtual, Construtiva ou Viva

Para realizar essas atividades de ensino sofisticadas, o EB construiu e opera tres Simuladores de Apoio de Fogo (SIMAF), localizados na AMAN, no Centro de Adestramento Leste (CA-Leste) e no Centro de Adestramento Sul (CA-Sul).

O SIMAF tem a finalidade de aprimorar o adestramento do apoio de fogo da Força Terrestre. Através de um sequenciamento de missões de tiros simuladas, os subsistemas de Observação, de Direção e Coordenação de Tiro, da Linha de fogo e de Comando e Controle executam uma série de tarefas inerentes, simulando em um ambiente virtual todas as fases do apoio de fogo, desde o pedido de fogo solicitado pelos Observadores Avançados (OA) até a execução e correção dos tiros pelas suas respectivas Linhas de Fogo (LF).

Tudo em ambiente virtual interconectado com simulação viva no terreno e problemas militares complexos introduzidos na simulação construtiva que ocorre em paralelo.

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"Linha de Tiro" do SIMAF do CA-Sul, equipada com morteiro 120mm e obuseiro AR de 105mm, ambos instrumentados para fins de simulação que ocorre também em outros ambientes. Foto: Roberto Caiafa




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