Marinha do Brasil confirma as virtudes e deficiências de seu poder de fogo
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Marinha do Brasil confirma as virtudes e deficiências de seu poder de fogo

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De mísseis superfície-ar MBDA Aspide 2000 (Fragata Liberal) lançados contra drones alvo, passando por mísseis superfície-superfície MM-40 Exocet das escoltas e chegando aos torpedos MK-48 MOD 6AT ADCAP (S-30 Tupi), a Marinha do Brasil exercitou seu poder de fogo com grande intensidade entre os meses de abril, maio e junho.

Essa série de disparos reais culminou com o afundamento do casco do antigo NDD Ceará, desmobilizado pela Esquadra em 2016, durante a realização da Operação Missilex 2021.

Canhões de 4,5 polegadas das fragatas classe Niterói, armas de 20mm e bombas MK.82 disparadas de caças AF-1 Falcão ajudaram a selar o destino do navio, que afundou após diversos impactos certeiros.

De fato, haviam 10 anos que os jatos navais AF-1 Falcão restantes na frota do Esquadrão VF-1 não disparavam seus canhões de 20 mm, recolocados em uso com apoio de pessoal da Força Aérea Brasileira na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Exercícios de sucesso, mas limitações óbvias

Como demonstração do profissionalismo e excelente nível de preparo das tripulações dos navios, helicópteros e caças da Marinha, a série de exercícios de tiro real pode ser considerada um sucesso, mas as limitações de alguns sistemas de armas também ficaram bastante evidentes.

Utilizar o A-4K Skyhawk (AF-1 Falcão) para atacar navios de combate recheados de mísseis superfície-ar através do lançamento de bombas de emprego geral não guiadas na modalidade CCIP do HUD da aeronave, retornando para passes com canhões de 20mm é, basicamente repetir o que os argentinos fizeram em 1982 nas Falklands.

Já naquela época aeronaves lançando bombas burras voando baixo enquanto eram caçadas por mísseis superfície-ar e caças de defesa da frota não deu muito certo, por que apesar dos navios ingleses atingidos e alguns afundamentos, o preço pago em aviões e pilotos pela Força Aérea Argentina (FAA) e Comando de Aviação Naval (CANA) foi alto demais.

Outra deficiência na capacidade superfície-superfície da Esquadra Brasileira é o alcance relativamente pequeno de seus mísseis anti-navio disparados de escoltas, na faixa de 70-100 km.

Esse é o desempenho esperado do MANSUP, previsto para entrar em serviço com as Escoltas Tamandaré dentro de alguns anos.

Os Exocet MM-40 Block II empregados atualmente apresentam a mesma performance.

Última arma a ser disparada, resultando no afundamento em definitivo do NDD Ceará, o torpedo MK-48 MOD 6AT ADCAP também comprovou, ao explodir sob o casco do navio alvo, a operacionalidade do IKL-209 S-30 Tupi.

Esse impacto e afundamento poe fim a uma série de dúvidas colocadas por argentinos e peruanos sobre a operacionalidade desse submarino, já que as armadas de ambos os Países tem demonstrado renovado interesse em adquirir esse submersível nos últimos dois anos.

Imagens: Marinha do Brasil



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