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AMÉRICA | Defensa
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Entrevista LAAD 2019

A. Hammer (Reino Unido): "Movimentamos 11 bilhões de libras em aquisições por ano e empresas brasileiras podem participar"

Alexis Hammer, diretor para as Américas e Ásia-Pacífico do DSO. Foto: R. Caiafa.

Alexis Hammer, diretor para as Américas e Ásia-Pacífico do DSO. Foto: R. Caiafa.

08/04/2019 | Rio de Janeiro, RJ

Roberto Caiafa

A Organização de Defesa e Segurança do Governo Britânico* vem promovendo uma série de eventos no Brasil buscando atrair o interesse de empresas brasileiras (qualificadas) para atuarem como fornecedoras para o Ministério da Defesa do Reino Unido.

Em outra linha dessa ação, essa tradicional instituição está na LAAD 2019 prospectando oportunidades para auxiliar empresas britânicas nas exportações de material de Defesa e Segurança em toda a América Latina.

Para saber mais sobre a estratégia britânica na região, a infodefensa conversou com o diretor para as Américas e Ásia-Pacífico do DSO, Alexis Hammer.

Empresas brasileiras podem participar de licitações e contratos na área de Defesa, no Reino Unido?

Se elas atenderem os requisitos e forem competitivas, podem participar sim. Nossos processos de aquisição em Defesa costumam movimentar por ano cerca de 11 bilhões de libras esterlinas, e as empresas britânicas voltadas para Segurança negociaram, somente em 2017, 4,8 bilhões de libras esterlinas em exportações. Estimulamos a entrada de novos fornecedores, incluindo de outros países, pois temos total transparência com relação a isso. As empresas interessadas devem entrar no site da Organização de Defesa e Segurança do Governo Britânico (www.gov.uk) e cadastrarem-se de acordo com as oportunidades existentes, se possuírem as competências.

Que tipo de oportunidades de negócios a DSO vem buscar no Brasil durante a LAAD 2019?

A indústria de Defesa do Reino Unido possui diversas competências e tecnologias que podem interessar ao Brasil, no setor naval especialmente. As principais Marinhas do continente sul-americano estão tocando programas de modernização e aquisição de novos meios (ver T&D Nº 156), e o Brasil vai continuar a colocar encomendas após a definição da Corveta Tamandaré (licitação para navios patrulha oceânicos de até 1.800 toneladas). Não estamos restritos ao setor naval, oferecemos oportunidades de parcerias e/ou joint ventures no setor de segurança pública, serviços etc. A cooperação industrial é fundamental nesse processo, pois podemos colaborar efetivamente na aquisição e desenvolvimento de novas capacidades militares e de segurança para o País.

Então o Reino Unido considera o Brasil um parceiro estratégico?

A relação estratégica de Defesa entre Reino Unido e Brasil é antiga, remontando a época imperial. Essa proximidade foi construída com base em parcerias valiosas, e para o futuro, enxergamos a nossa participação em oportunidades que permitam aos brasileiros alinharem  forças armadas modernas e profissionais, apoiadas por uma indústria de Defesa rica em tecnologias desenvolvidas em conjunto, e contando com um relacionamento de longo prazo. Nossa proposta é duradoura, baseada em confiança mútua e muito trabalho. Na atualidade, alguns programas estratégicos das Forças Armadas brasileiras possuem uma significativa percentagem de conteúdo industrial britânico, caso do Gripen (35%), das Corvetas Classe Tamandaré (30%) e do KC390 (30%)

*A Organização de Defesa e Segurança é uma organização do Departamento de Comércio Internacional responsável por ajudar as empresas de armas britânicas a exportar.

Imágenes: Roberto Caiafa.

 

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